Conhecido como “Geléia”, Pedro foi perseguido no interior da própria casa por pistoleiros; polícia aponta ligação direta com a guerra de facções na região.
A violência urbana ligada ao crime organizado voltou a derramar sangue em Maracaju no meio da tarde desta terça-feira (29). Um jovem de 27 anos foi sumariamente executado a tiros no interior da residência de sua família, localizada na Rua Mário Silva, na Vila Juquita, por volta das 14h45. A vítima tentou se esconder dentro do banheiro do imóvel, mas acabou encurralada e atingida por disparos à queima-roupa.
A Invasão e o Cerco Fatal
Conforme relatos de testemunhas colhidos no local, dois criminosos chegaram à residência a bordo de uma motocicleta. O garupa desembarcou, foi até o portão do imóvel e chamou a vítima por seu apelido, “Geléia”.
A mãe do jovem saiu para atender ao chamado na frente da casa. Aproveitando a brecha, o pistoleiro invadiu o quintal e adentrou a residência empunhando um revólver.
Ao perceber a invasão e notar que seria assassinado, Pedro A. A. Neto (27), o “Geléia”, correu em desespero para tentar buscar abrigo nos cômodos do fundo. Ele tentou se trancar em um quarto e, em seguida, buscou refúgio no banheiro. O executor seguiu o rastro da vítima, invadiu o local e disparou diversas vezes. Os projéteis atingiram o tórax e o braço de Pedro, que morreu no local antes de receber qualquer socorro.
Mobilização Policial e Perícia Técnica
Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas rapidamente, mas apenas puderam constatar o óbito do rapaz. O local da execução foi isolado para os trabalhos de investigação.
A Delegacia de Polícia Civil de Maracaju e a equipe da Perícia Criminal de Dourados foram mobilizadas para coletar projéteis, impressões digitais e demais evidências que auxiliem na identificação dos autores, que fugiram na motocicleta logo após a execução.
Guerra de Facções e Acerto de Contas
Informações preliminares obtidas pelas forças de segurança apontam que a execução de “Geléia” não se trata de um crime isolado, mas sim de mais um capítulo do violento confronto entre facções criminosas rivais que disputam o controle do tráfego de drogas e território em Maracaju e municípios vizinhos.













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