Guarda Municipal terá armas de fogo ainda neste semestre, diz secretário

A Guarda Civil Municipal irá atuar com armas de fogo em Campo Grande até o final deste semestre, garantiu o major Luidson Borges Noleto, secretário municipal de segurança pública. Neste semana, houve uma reunião na Câmara com o secretário municipal, guardas municipais e vereadores.

Durante a discussão foram apontadas irregularidades no convênio firmado entre Prefeitura e Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), fato que impediu o armamento da Guarda Municipal de Campo Grande, aprovado em 2013 pela Câmara Municipal.

De acordo com Noleto, o processo de armamento já estava em andamento no final de agosto do ano passado, quando houve a troca de gestão. Segundo ele, o contrato possuía vícios que poderiam acarretar em sanções ao Executivo Municipal. Entre as irregularidades, estava a impossibilidade de dois entes públicos fazerem tal tipo de pactuação.

“Quem daria procedimento a um processo como esses, com vícios, no objeto e na forma. Precisamos fazer frente às demandas do Ministério da Justiça. Não vou dar continuidade a um processo equivocado, sob pena de responder por ele. Nós vamos armar a Guarda Civil até o final deste semestre, mas vamos armar com método, critério e profissionalismo, como temos defendido na nossa gestão”, garantiu.

O secretário de Segurança Pública durante a gestão do ex-prefeito Gilmar Olarte, Valério Azambuja, que também estava na reunião, rebateu as denúncias. Valério Azambuja disse que todos os processos feitos na gestão de Olarte foram aprovados pela PGM (Procuradoria-Geral do Município) e PGE (Procuradoria-Geral do Estado).

“Estive em três oportunidades com o então secretário e (Silvio César Maluf, secretário de Justiça e Segurança Pública), tratamos pessoalmente do convênio, fizemos as tratativas. Tivemos todo esse trabalho, foram repassados esses recursos. Tínhamos um instrumento aprovado pelas partes. Em novembro era para estar concluído. É uma forma de retardar as ações por falta de conhecimento ou má fé. O que foi feito na gestão Olarte, foi pensando na Guarda Municipal. Ela tem que ser capacitada e valorizada. Nove meses se passaram e, até agora, não foi feito absolutamente nada. Temos que olhar para frente. Tem que colocar esses 1,2 mil homens para ajudar na segurança pública de Campo Grande”, disse.