Até o momento, o governo realizou o pagamento de apenas 2,28% das emendas previstas
O governo empenhou aproximadamente R$ 12 bilhões em emendas parlamentares às vesperas da sabatina do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Desse valor, R$ 10,7 bilhões fazem parte dos R$ 17,3 bilhões que, de acordo com o calendário aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o governo tem a obrigação de pagar no primeiro semestre de 2026.
O cronograma presume o pagamento de 65% das emensas individuais e de bancada para saúde e assistência social para transferências especiais, denonimadas como “emendas PIX”, que podem ser inseridas para qualquer objetivo.
De acordo com o g1, no começo de abril, o governo tinha empenhado R$ 389,8 milhões dessas emendas quais os pagamentoss necessitam ser feitos no primeiro semestre, menos de 2% dos R$ 17,3 bilhões.
No momento, o governo se responsabilizou a pagar mais de 58% do total.
O crescimento no empenho das emendas do primeiro semestre ocorre durante a contagem de votos do governo para a aprovação da indicação de Messias ao Supremo.
A sabatina de Messias acontece nesta quarta-feira (29), na CCJ (Comissçao de Constituição e Justiça do Senado). Se ele receber o mínimo de 14 votos, a indicação será encaminhada ao plenário, onde ele necessita de 41 votos para se tornar ministro.
A escolha de Lula desencadiou uma crise entre o governo e Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado,que prestou serviço pelo nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Depois da indicação que aconteceu em novembro de 2025, o presidente do senado chegou a divulgar que a sabatina aconteceria em duas semanas, para que Messias conseguisse visitar os senadores e obter os votos.
Isso fez como que o Palácio do Planalto demorasse a enviar a mensagem com a indicação ao Senado.
O PL possui a maior bancada do Senado, com 15 parlamentares e foi a legenda que mais obteve recursos divididos para pagamento, com R$ 479 milhões.
Com R$ 372,7 milhões empenhados, vem em seguida o MDB, que possui nove senadores.
O PSD tem o montante de R$ 366,2 milhões emepenhados, com 14 senadores. O partido do presidente Lula, o PT, tem o total de R$ 281,2 milhões.
Senadores que tiveram mais recursos empenhados:
Eduardo Braga (AM), com R$ 71,2 milhões;
Romário (PL-RJ), com R$ 68,7 milhões;
Jader Barbalho (MDB-PA), com R$ 62,4 milhões;
Fora Romário, o=mais quatro senadores da oposição aparecem como mais beneficiados, como Angelo Coronel (Republicanos-BA), com R$ 55,8 milhões, Carlos Portinho (PL-RJ), com R$ 46,8 milhões, Wellington Fagundes (PL-MT), com R$ 45 milhões e Oriovisto Guimarães (PODEMOS-PR), com R$ 41,5 milhões.
O ritmo de pagamento das emendas parlamentares obrigatórias do primeiro semestre aconteceu mais devagar, mesmo que o empenhos dos recursos tenha sido acelerado.
O pagamento de emendas para fundos da saúde, assitência social e Pix passaram de R$ 102,3 milhões para R$ 395,2 milhões no período de três semanas.
Sendo assim, o governo fez o pagamento de apenas 2,28% das emendas previstas para serem totalmente pagas no primeiro semestre faltando apenas 62 dias.
*Com informações do g1













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