Mesmo com flagrante do Delegado e mandado de prisão em aberto, W. F. de J. responderá aos processos em liberdade; Polícia Civil teme que soltura desencoraje novas denúncias.
O caso que chocou a comunidade de Maracaju no último sábado (07), envolvendo a prisão em flagrante de um homem de 46 anos por importunação sexual dentro de uma academia, teve um desfecho inesperado e polêmico no campo judicial.
Após a grande repercussão da prisão de W. F. de J., efetuada com o apoio da Força Tática após intervenção direta do Delegado Pedro Luís de Paiva Brandão, a reportagem obteve uma atualização preocupante: o acusado foi colocado em liberdade pela Justiça.
Soltura nos dois processos
Diferente do que se esperava pela gravidade e reincidência do autor, a decisão judicial concedeu a liberdade a W. F. de J. (46) em ambos os processos que o mantinham detido, tanto o flagrante ocorrido na academia no centro da cidade, quanto o mandado de prisão pendente oriundo do estado de Rondônia, também por importunação sexual.
A notícia da soltura gerou uma onda de questionamentos entre as vítimas já identificadas e frequentadores do local onde os fatos ocorreram. Para as autoridades e para a comunidade, a liberdade do autor tão pouco tempo após o crime é vista como um balde de água fria nos esforços de proteção à mulher.
O Impacto no "Encorajamento" das Vítimas
Especialistas e fontes ligadas à segurança pública acreditam que este desfecho é extremamente negativo para o combate à violência contra a mulher. Existe o receio real de que "vítimas potenciais", que ainda não formalizaram suas denúncias, sintam-se intimidadas e percam a coragem de procurar a delegacia sabendo que o agressor está solto e circulando pela cidade.
A percepção de impunidade pode silenciar aquelas que sofreram comentários machistas e investidas libidinosas por parte do investigado, dificultando a construção de um histórico criminal ainda mais robusto.
Investigações continuam
Contudo, apesar da decisão judicial, o trabalho da Polícia Civil de Maracaju não parou. A equipe do Setor de Investigações Gerais (SIG) segue firme na tentativa de levantar novas provas, identificar outras possíveis vítimas e colher depoimentos que possam sustentar uma futura condenação.
Nota à Comunidade: A Polícia Civil reforça que a segurança das vítimas é prioridade e que o monitoramento do caso continua. Mulheres que tenham passado por situações semelhantes com este indivíduo são encorajadas a denunciar, garantindo que o inquérito seja o mais completo possível para que a justiça, em algum momento, prevaleça.












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