Policia Boliviana entrega Neno Razuk à Polícia Federal na fronteira de Corumbá com a Bolívia.
A fuga do ex-deputado estadual Neno Razuk chegou ao fim neste domingo, 02 de agosto, em território boliviano. O ex-parlamentar ingressou e permanecia de forma clandestina na Bolívia.. Como o processo para a sua inclusão na Lista de Difusão Vermelha da Interpol, autorizado pela Justiça de Mato Grosso do Sul no último dia 28 de julho, ainda não havia sido totalmente concluído, ele não possuía um mandado de captura internacional ativo. Por essa razão, a devolução ao território brasileiro ocorreu sob trâmites de expulsão e entrega direta à delegacia da Polícia Federal de Corumbá. Neno Razuk foi entregue as autoridades brasileiras no inicio da madrugada desta segunda-feira, 03 de agosto.
O advogado Ricardo Souza Pereira, responsável pela defesa do ex-deputado, confirmou ao Campo Grande News que acompanha de perto a situação, mas que ainda aguarda uma definição oficial da Polícia Federal. “Até o momento, não temos informações sobre quando ocorrerá a chegada dele a Campo Grande. Permaneceremos atentos, acompanhando o desenrolar do caso”, declarou o defensor.
Condenações, perda de mandato e a Operação Successione
Neno Razuk vinha sendo o alvo principal de fases consecutivas da Operação Successione, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) desde dezembro de 2023. Em primeira instância, o ex-parlamentar já acumula uma condenação pesada de 15 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão. Os crimes atribuídos a ele nessa fase envolvem organização criminosa armada, roubo majorado e a exploração ilegal do jogo do bicho, processos nos quais ele vinha recorrendo em liberdade até ter sua prisão decretada no início do mês passado.
A situação jurídica do político se complicou drasticamente em maio deste ano, quando a Justiça Eleitoral realizou uma recontagem geral de votos. O procedimento fez com que Neno perdesse oficialmente sua cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS) e, sem o cargo eletivo, ele perdeu de imediato as proteções institucionais da função, incluindo o foro por prerrogativa de função. Com isso, as ações penais deixaram de tramitar diretamente em tribunais superiores e foram validadas na primeira instância comum.
Além da condenação penal já estabelecida, o ex-deputado também figura como réu na quarta fase da própria Operação Successione, que foi deflagrada em 25 de novembro de 2025. Esta ramificação das investigações do Gaeco apura uma ampla rede criminosa voltada a crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, roubo e a contravenção penal de estabelecimento e exploração de jogos de azar na engrenagem do submundo de apostas no estado.













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