Após conseguir registro na Capital, suspeito se mudou e teve armas e munições apreendidas durante operação.
Investigado por suspeita de fraude na obtenção de registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) em Campo Grande, um homem é alvo da 3ª fase da Operação Guardiões de Fogo, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10). Após obter o registro na capital sul-mato-grossense, ele se mudou para Alto Araguaia (MT), onde os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao envolvido.
A operação tem como objetivo combater a posse ilegal de armas de fogo obtidas mediante fraude no processo de concessão de registros de CACs.
Segundo a investigação, o suspeito teria apresentado documentos inaptos durante o processo de concessão do registro, com o objetivo de contornar os requisitos legais necessários tanto para a aquisição quanto para a manutenção de armas de fogo.
Durante o cumprimento da ordem judicial, em Alto Araguaia, os policiais federais apreenderam armas de fogo, munições, documentos e outros materiais considerados de interesse para o avanço das apurações.
A Polícia Federal busca agora esclarecer integralmente as circunstâncias envolvendo a obtenção do registro e a posse das armas, além de verificar se outras pessoas participaram ou colaboraram com as possíveis fraudes.
Relembre - A primeira fase da Operação Guardiões de Fogo foi deflagrada em 9 de julho, em Campo Grande. Na ocasião, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão e apreendeu 300 munições, duas pistolas calibre 9 milímetros, um fuzil calibre .22 e outros materiais de interesse da investigação.
Segundo a PF, as apurações apontaram que o suspeito teria utilizado documentos irregulares para obter o registro de CAC, burlando exigências previstas na legislação para a aquisição e manutenção de armas de fogo.
Já a segunda fase foi realizada em 11 de agosto, também em Campo Grande. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, os policiais federais apreenderam uma espingarda, munições, documentos e outros materiais que passaram a ser analisados no decorrer da investigação.
De acordo com a corporação, as duas primeiras fases identificaram indícios de que documentos inaptos teriam sido apresentados durante o processo de concessão do registro de CAC, permitindo ao investigado contornar requisitos legais.
A operação tem como foco combater a posse ilegal de armas obtidas mediante fraude na concessão de registros de CACs. Para obter o Certificado de Registro, o interessado precisa cumprir uma série de exigências legais, incluindo comprovação de idoneidade, aptidão psicológica e capacidade técnica para o manuseio de armas de fogo, além de apresentar documentação regular e justificar a atividade pretendida.













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