O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta quarta-feira o cancelamento de última hora da presença de Luiz Inácio Lula da Silva à posse presidencial do ultradireitista José Antonio Kast no Chile e disse que o presidente “abandonou os interesses dos brasileiros por causa de um capricho”.

Flávio Bolsonaro critica cancelamento da presença de Lula à posse de Kast no Chile
Flávio Bolsonaro. / Foto: EFE/Arquivo/Andre Borges

“Lula foi muito mesquinho com essa decisão porque não sabe conviver com pessoas que pensam diferente dele. Ele deixa de defender os interesses dos brasileiros por uma questão pessoal, por um capricho, por rancor”, explicou Flávio à imprensa ao chegar ao Parlamento chileno, onde será realizada a posse.
Flávio Bolsonaro é um dos convidados pessoais de Kast, junto com a líder oposicionista venezuelana María Corina Machado, ganhadora do prêmio Nobel da Paz.

A Presidência brasileira não divulgou os motivos do cancelamento e anunciou que, em seu lugar, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, viajou ao Chile.

Apesar das divergências ideológicas, Lula e Kast realizaram uma reunião de uma hora no dia 28 de janeiro, na Cidade do Panamá, na qual concordaram em reforçar a cooperação bilateral para combater o crime organizado e promover a estabilidade regional.

“Acho que qualquer chefe de Estado deveria honrar a posse do presidente do Chile. É um país que tem acordos comerciais bilaterais fundamentais com o Brasil. Acho que o governante tem que pensar sempre no povo brasileiro em primeiro lugar”, acrescentou o senador e pré-candidato presidencial.
Questionado sobre o apoio do Brasil à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet à Secretaria-Geral das Nações Unidas, Flávio limitou-se a dizer que afirmou que a organização internacional “deixou de ter legitimidade há muito tempo”.

“Para ser sincero, infelizmente as Nações Unidas deixaram de ter legitimidade há muito tempo. A ONU é uma organização que vem demonstrando muita contaminação ideológica. Acho que os países têm que ter suas relações de forma mais direta ou em blocos mais organizados, sempre pensando nos interesses de seus povos”, opinou.