Conversa terá participação de todos os magistrados, presencialmente ou por videoconferência; PGR já foi informada sobre o relatório da PF.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, convocou para esta quinta-feira (12) uma reunião com todos os ministros da Corte para tratar do relatório da PF (Polícia Federal) que menciona o ministro Dias Toffoli no âmbito do caso Banco Master.
O encontro contará com a participação de todos os magistrados, presencialmente ou por videoconferência. Na reunião, Fachin apresentará o conteúdo do relatório encaminhado pela PF e comunicará aos colegas a resposta enviada por Toffoli às informações levantadas pela corporação.
O presidente do STF também já encaminhou o material à PGR (Procuradoria-Geral da República), que deverá se manifestar sobre o caso.
A PF entregou a Fachin o relatório com dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As mensagens periciadas trazem menções a supostos pagamentos direcionados ao ministro Dias Toffoli, relator da investigação no Supremo.
Como revelou a CNN com exclusividade, o conteúdo do aparelho contém uma “tempestade” de citações a políticos desde 2022, volume comparado por investigadores ao material revelado nas delações de executivos da Odebrecht durante a Operação Lava Jato.
Entenda o caso
Foram identificadas, no celular de Daniel Vorcaro, mensagens com menções a Dias Toffoli. A CNN apurou que o banqueiro teria relatado pagamento de R$ 20 milhões à empresa do ministro.
A PF investiga se a transferência de recursos a Toffoli partiu da empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Banco Master no Tayayá Resort, frequentado pelo ministro e que pertenceu aos irmãos dele.
Um fundo de investimento gerido por uma empresa citada no caso Master investiu R$ 4,3 milhões no resort. Atualmente, a família de Toffoli não está mais no quadro de donos do empreendimento.
A condução do caso pelo ministro tem levantado suspeitas desde que ele recebeu a relatoria. Logo após assumir o comando da investigação pelo Supremo, Toffoli viajou para a Final da Libertadores, no Peru, no mesmo jatinho em que estava um dos advogados da defesa do caso do banco.
Já em 2026, Toffoli determinou que o material apreendido pela PF na operação que investiga as supostas fraudes do Master fosse lacrado e enviado diretamente para a sede do Supremo.
Normalmente, as provas obtidas em operações ficam a cargo da PF. A decisão gerou forte reação na corporação.
Posteriormente, Toffoli recuou e autorizou o acesso aos documentos à PF, mas designou agentes por conta própria para acompanhar a perícia do material apreendido.
Depois da revelação acerca das mensagens periciadas, a PF pediu a suspeição do magistrado, ou seja, que ele seja declarado suspeito para atuar como relator.











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