Empresários e produtores rurais ligados ao agronegócio de Mato Grosso do Sul destinaram R$ 1,555 milhão à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) a presidente da República.

Empresários do agronegócio de MS doaram R$ 1,55 milhão à campanha de Flávio Bolsonaro
Maioria das doações ao filho de Jair Bolsonaro saiu de Dourados. / Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Empresários e produtores rurais ligados ao agronegócio de Mato Grosso do Sul destinaram R$ 1,555 milhão à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) a presidente da República. A maior contribuição individual foi de R$ 300 mil, feita pelo prefeito de Chapadão do Sul, Walter Schlatter (PP).   

Conforme levantamento com base nos registros do DivulgaCand, sistema de prestação de contas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral, sete pessoas físicas e o diretório regional do Partido Liberal fizeram doações para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cobrir os gastos na corrida eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os valores individuais variam de R$ 20 mil a R$ 300 mil.

O líder em contribuição é o prefeito Walter Schlatter também é empresário e produtor rural, com atuação ligada ao agronegócio e à produção de algodão. O pepista foi eleito prefeito em 2024 e declarou patrimônio de aproximadamente R$ 125,3 milhões à Justiça Eleitoral naquele pleito.

A doação de R$ 300 mil à campanha de Flávio Bolsonaro foi registrada em 1º de setembro de 2026. Schlatter afirmou que a doação ocorreu após uma reunião de mobilização de apoiadores articulada pelo senador Rogério Marinho (PL), coordenador da candidatura. O prefeito também declarou que o valor registrado em seu nome teria sido dividido financeiramente entre ele e três irmãos.

Empresário estabelecido em Dourados, Ernst Ferter atua no setor de comercialização de produtos agrícolas e contribuiu com R$ 285.100, registrado em 24 de setembro. Ele aparece como sócio-administrador da E. Ferter Agrícola Ltda., empresa registrada no município e cuja atividade inclui o comércio atacadista de soja e outras matérias-primas agrícolas.

Também empresário em Dourados, Peter Ferter fez uma contribuição de R$ 285.100 à campanha de Flávio em 24 de setembro, o mesmo valor e a mesma data registrados para Ernst Ferter. Entre as empresas associadas a seu nome está a FV Comércio, Importação e Exportação de Cereais, na qual consta como sócio-administrador, ao lado de Vitorio Sandro Azambuja Vedovato.

Vitorio Sandro Azambuja Vedovato, também de Dourados, repassou R$ 280 mil à campanha presidencial em 25 de setembro. O empresário possui participações societárias em negócios relacionados ao comércio de cereais, à armazenagem e à infraestrutura logística.

Registros empresariais também o identificam como diretor de empresas ligadas a terminais portuários e à exportação. Sua atuação societária inclui a FV Comércio, Importação e Exportação de Cereais, negócio do qual Peter Ferter também participa.

Outro empresário estabelecido em Dourados, Fernando Haruo Takahashi fez cinco transferências via Pix, de R$ 50 mil cada, entre 13 e 16 de outubro, totalizando R$ 250 mil destinados à campanha. Ele possui participações em diversas empresas, incluindo negócios ligados à incorporação imobiliária, à administração empresarial e à armazenagem.

Renato Burgel é agricultor de Chapadão do Sul e destinou R$ 100 mil à campanha de Flávio Bolsonaro em 16 de setembro. 

Além das contribuições de pessoas físicas, o diretório estadual do PL em Mato Grosso do Sul aparece na relação com R$ 35 mil destinados à campanha presidencial. 

De acordo com o levantamento, R$ 15 mil foram utilizados na contratação de uma pesquisa de opinião pública por telefone, que ouviu 607 pessoas. Outros R$ 20 mil foram destinados à compra de adesivos, por meio de duas despesas de R$ 12 mil e R$ 8 mil registradas entre 14 e 16 de outubro.

Adriano Loeff contribuiu com R$ 20 mil para a campanha de Flávio Bolsonaro em 23 de setembro, sendo o menor valor entre os oito contribuintes relacionados no levantamento. Ele é proprietário de um armazém em Chapadão do Sul.