Investigação apontou que o crime envolveu disputa entre facções; veículo de fuga foi recuperado e um dos executores morreu em confronto com o Choque.
Uma investigação minuciosa conduzida pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Maracaju resultou na completa elucidação do assassinato de Thalis Eduardo Assis de Souza, ocorrido no último domingo (07/06). A ação estratégica e o cruzamento de dados de inteligência permitiram mapear a rota de fuga dos criminosos, apreender munições de calibre restrito e desarticular parte de uma célula de facção criminosa.
O Crime e a Identificação dos Autores
A operação teve início logo após o homicídio na Rua Ipê Branco, no bairro Olídia Rocha. No local, os policiais civis realizaram os levantamentos preliminares e obtiveram acesso a imagens de segurança essenciais, que registraram a dinâmica do crime e o percurso dos autores em um veículo GM Corsa de cor vermelha.
A partir do compartilhamento qualificado de informações geradas pela Polícia Civil de Maracaju com o 15º Batalhão e o Batalhão de Choque (BPChoque), os executores foram identificados como W. M. C. e M. E. A., ambos integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Na noite de segunda-feira (08/06), os investigadores do SIG localizaram o Corsa abandonado na Rua Doutor Hilário. No interior do automóvel, foi encontrada uma mochila com seis munições intactas de calibre 9mm.
Confronto, Prisão e Confissão
Com base nos dados consolidados pelo SIG, as equipes do Batalhão de Choque localizaram os alvos em Sidrolândia. Durante a abordagem, M. E. A. reagiu apontando uma arma de fogo contra os militares e acabou alvejado e morto. Já o comparsa, W. M. C., foi capturado e recambiado para a delegacia de Maracaju.
Em depoimento aos investigadores, W. M. C. confessou o crime e revelou que a dupla estava na cidade em uma missão ordenada para executar membros de um grupo rival (Comando Vermelho), mas acabaram matando Thalis Eduardo após um desentendimento. O preso auxiliou a equipe do SIG em uma reconstituição do percurso, apontando onde as roupas do crime foram jogadas (no Rio Cachoeira) e onde o carro havia sido ocultado inicialmente, em um milharal.
Rede de Apoio Logístico
As investigações do SIG também revelaram a participação de uma rede de apoio logístico no município. Uma mulher, responsável por fornecer as armas utilizadas no atentado, foi identificada e presa, assim como outros comparsas que auxiliaram na ocultação de provas.
"A resposta rápida reforça o compromisso da Polícia Civil com a produção de conhecimento técnico e a repressão qualificada ao crime organizado na região", destacou o SIG em nota.
Todos os elementos colhidos foram integrados ao inquérito policial para garantir a devida responsabilização jurídica dos envolvidos. O SIG segue em diligências para capturar os demais coautores já identificados. A Polícia Civil de Maracaju disponibiliza o canal de denúncias via WhatsApp pelo número (67) 9.9663-3977, garantindo sigilo absoluto ao denunciante.













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