Segundo morador, a UFS do bairro Tiradentes tem mato alto, água parada e vazamento de fossa
Enquanto Mato Grosso do Sul enfrenta epidemia de chikungunya e alta nos casos de dengue, a USF (Unidade de Saúde da Família) Doutor Antônio Pereira, no bairro Tiradentes, em Campo Grande, tem água parada logo no portão. Vídeo mostra larvas do mosquito Aedes Aegypt em movimento na água empoçada.
Além disso, a água escorre pela calçada e chega até a frente da casa do empresário Fabiano Pereira da Luz, de 39 anos. “Está uma podridão e cheio de larva de mosquito”, relata o morador. Segundo ele, o mal cheiro é intenso no local e contamina até as residências vizinhas.
Próximo ao portão da unidade, há uma rampa para acesso de cadeiras de roda. A água fica acumulada em um canto com mato alto, entre a rampa e o muro. Segundo o vizinho da USF, a água malcheirosa sai de uma fossa, que parece ter transbordado, e escorre pela calçada através de rachaduras no muro.
“Minha casa fica fedendo e, por se tratar de um posto de saúde, não deveria ter esse fedor todo”, relata Fabiano Fabiano Pereira da Luz. “Tudo que está mexendo na água é bichinho da dengue, tem muitas larvas”, conclui o empresário.
O Jornal Midiamax pediu um posicionamento à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e aguarda resposta.
Alta nos casos de dengue
O primeiro trimestre de 2026 registrou queda de até 76% nos casos prováveis de dengue, com relação ao mesmo período do ano anterior, em Mato Grosso do Sul. No entanto, a tendência se inverteu em abril, quando o número de casos ficou 1,5% mais alto que no mesmo mês de 2025, segundo dados do Ministério da Saúde.
No total do ano, Mato Grosso do Sul já soma 4.818 casos prováveis da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Em 2025, o Estado terminou o mês de abril com 8.794 registros. Janeiro de 2026 teve 76% menos casos que o mesmo período do ano anterior, 75,5% menos em fevereiro e 50% menos em março.
Em Mato Grosso do Sul, a incidência é de 173,3 casos por 100 mil habitantes. Campo Grande é a penúltima cidade do ranking de incidência de dengue, com 37 casos prováveis e 4,1 casos a cada 100 mil moradores. Apenas Corguinho não teve registros da doença neste ano.
Epidemia de chikungunya
Apenas na última semana, Mato Grosso do Sul registrou mais 1.295 casos prováveis de chikungunya. A incidência da doença chega a 322,6 casos por 100 mil habitantes no Estado, o que é considerado muito alto, segundo boletim epidemiológico divulgado pela SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de MS).
O Estado já confirmou 3.997 casos de chikungunya em 2026 e outros 4.897 aguardam resultados de exames laboratoriais, totalizando 8.894 casos prováveis. Na semana anterior, eram 7.599 registros. Ou seja, a alta é de 17% em sete dias.
Além disso, Dourados confirmou mais uma morte por chikungunya nesta quinta-feira (30) e elevou para nove o número de óbitos. Em Mato Grosso do Sul, já são 14 mortes confirmadas, o que representa 70% dos 21 registros no país. Outros dois óbitos seguem em investigação













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