A exceção permitida é o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids

Conselho Federal de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos no Brasil

O CFM (Conselho Federal de Medicina) proibiu nesta sexta-feira (29) o uso de polimetilmetacrilato, o PMMA, para finalidades estéticas ou reparadoras. O PMMA é utilizado como substância preenchedora em procedimentos estéticos.

A única exceção permitida pelo CFM é para o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, que deverá ser realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e em conformidade com os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde.

Segundo o CFM, a resolução proibindo o PMMA será publicada na próxima terça-feira, 2 de junho, enquanto na segunda-feira, dia 1º, uma entrevista coletiva sobre a questão será concedida pelo presidente do órgão, José Hiran da Silva Gallo, e pela relatora da resolução, a cirurgiã plástica e conselheira federal Graziela Bonin.


 

O CFM já havia pedido a proibição do PMMA à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anteriormente. O PMMA é um tipo de plástico que possui diversas aplicações, da indústria até a medicina. Nesse campo, costuma ser usado como gel para preencher pequenas áreas nas camadas mais superficiais da pele (preenchimento cutâneo).

A Anvisa indica que a dosagem utilizada deveria ser aquela estritamente necessária para a correção das irregularidades e o procedimento deveria ser realizado exclusivamente por profissionais médicos treinados.

 
 

O órgão regulador estabelecia indicações claras dos locais do corpo onde as aplicações podem ser feitas e a concentração exata da substância que pode estar contida em cada mililitro das injeções. Para preenchimentos subcutâneos, isto é, em camadas mais profundas da pele, era necessário que o profissional fosse registrado na Anvisa, pois o produto é considerado de máximo risco.

Mortes
Na última terça-feira (26) uma mulher morreu em São Paulo após passar por um preenchimento com PMMA na região dos glúteos e das coxas no dia anterior.

Outros casos de mortes relacionadas ao PMMA já haviam sido registrados no Brasil antes, como o da influenciadora digital e modelo fotográfica Aline Maria Ferreira da Silva, que morreu aos 33 anos em julho de 2024.