Entre 2022 e 2025, mais de 200 trabalhadores foram resgatados de fazendas no Estado
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (2) mais uma sobretaxa de 12,5% sobre o Brasil, sob acusação de o país não fiscalizar trabalho escravo, principalmente ao importar produtos.
O relatório do escritório de comércio dos EUA obtido pela reportagem reconhece que o Brasil tem ferramentas para combater essa prática e cita a ‘lista suja’ do trabalho escravo.
O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou recentemente o cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão e colocou 26 casos em Mato Grosso do Sul, todos registrados em fazendas.
Em todo o país, são 596 casos, e MS ocupa a sexta posição entre os estados com mais registros. O ranking é liderado por Minas Gerais (111), Bahia (49), São Paulo (41), Maranhão (32) e Rio Grande do Sul (28).
Os casos são referentes a fiscalizações entre os anos de 2022 e 2025, já que o nome de cada empregador permanece público no período de dois anos.
Nos casos de Mato Grosso do Sul, foram 209 trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão, em atividades como serviços domésticos, criação de bovinos para corte, cultivo de café, construção, além de cultivo e colheita de outros produtos.
Um dado que chama a atenção é o fato de a maioria dos casos estarem localizados em fazendas em regiões de fronteira ou no Pantanal. São cinco casos em Corumbá, quatro em Porto Murtinho, três em Caracol, dois em Bonito, um em Aquidauana, Anastácio, Aparecida do Taboado, Camapuã, Coxim, Deodápolis, Dourados, Itaquiraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Ponta Porã e Ribas do Rio Pardo.













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