Polícia Civil emite alerta sobre o ‘Chapolin’, equipamento semelhante ao controle remoto, que bloqueia o travamento das portas do carro, no exato momento em que o motorista tenta fechá-las
A prisão de um homem, de 34 anos, na quinta-feira (22), suspeito de envolvimento em um furto qualificado ocorrido no estacionamento de um supermercado, na Avenida Mato Grosso, no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande, fez a Polícia Civil emitir um alerta sobre o uso do “Chapolin”, equipamento semelhante ao controle remoto, que bloqueia o travamento das portas do carro, no exato momento em que o motorista tenta fechá-las.
Sendo assim, o delegado Rodrigo Nunes Zanotta, da 1ª DP (Delegacia de Polícia Civil), na região central da cidade, disse que outras vítimas foram identificadas — uma delas teve o prejuízo de R$ 20 mil — e que os casos ocorreram quando faziam compras no supermercado.
“A pessoa precisa observar em volta, se tem alguém, algum suspeito em observação em torno do veículo, algo neste sentido. Os fatos estão ocorrendo justamente quando a pessoa sai para fazer compras, e o criminoso sabe que ela vai demorar para retornar; então, não é somente em supermercados, e sim em igrejas e escolas, por exemplo”, afirmou Zanotta.
Conforme o delegado, o alerta é para as pessoas não deixarem objetos e nem pertences valiosos à mostra. Além disso, a Polícia Civil fala que a vítima também pode procurar seus direitos de forma judicial. “A empresa é obrigada a ressarcir mesmo que haja plaquinha. A informação é nula neste caso; então, ela pode reaver o produto, mostrando o pagamento que fez no local e, naquele instante, estava usufruindo do estacionamento”, explicou.
Imagens de câmeras flagraram suspeito
As imagens de câmeras de segurança do estabelecimento ajudaram na identificação do envolvido. Um dos furtos ocorreu na tarde de quarta-feira (21), quando a vítima teve os objetos pessoais subtraídos do interior do veículo, sem sinais aparentes de arrombamento.
Um dia antes, na terça-feira (20), o Jornal Midiamax noticiou o caso de uma empresária, de 37 anos, que sofreu um prejuízo de quase R$ 20 mil ao ter um MacBook e um iPad furtados no mesmo local.
Na ocasião, ela relatou, na delegacia, que foi informada por populares de que, há alguns meses, criminosos estavam no local utilizando um bloqueador de alarme; assim, acredita que possa ter acontecido o mesmo, uma vez que seu veículo não foi danificado.
Prisão
Diante das denúncias de furtos, o Setor de Investigações da 1ª DP, junto ao GOI (Grupo de Operações e Investigações), iniciou diligências e identificou o automóvel utilizado na ação de quarta-feira.
As equipes localizaram o veículo e encontraram o suspeito em um estabelecimento na região da Avenida Três Barras, onde também foram apreendidos dois dispositivos eletrônicos, popularmente conhecidos como “Chapolin” — objeto utilizado para bloquear travas e alarmes de veículos.
O suspeito utilizava um veículo locado, que foi apreendido durante as diligências e devolvido à empresa locadora, após os procedimentos cabíveis.
As investigações iniciais apontam que o furto teria sido praticado em concurso de pessoas, com divisão de tarefas. O preso foi encaminhado à unidade policial e autuado em flagrante por furto qualificado, permanecendo à disposição da Justiça.
‘Grande prejuízo’
Uma empresária, de 37 anos, sofreu um prejuízo de quase R$ 20 mil ao ter um MacBook e um iPad furtados no estacionamento de um mercado, localizado na Avenida Mato Grosso, no final da tarde de segunda-feira (19).
Segundo o boletim de ocorrência, registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, a empresária chegou ao mercado por volta das 18h10, para comprar pão. No entanto, sentiu falta dos itens — que estavam em seu veículo — quando chegou à sua residência.
A vítima relatou, na delegacia, que foi informada por populares de que, há alguns meses, criminosos estavam no local utilizando um bloqueador de alarme; assim, acredita que possa ter acontecido o mesmo, uma vez que seu veículo não foi danificado.
“Eu travei o carro, e, quando voltei, acendeu a luz que estava destravando, mas pelo jeito não travou”, contou.
O prejuízo para a empresária chega a R$ 20 mil, além de os aparelhos serem utilizados para trabalho. “Não são baratos esses aparelhos. Usava todo dia para trabalhar. Então, foi um grande prejuízo”, lamentou.











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