O período de frio representa o maior risco para as doenças gripais por ter circulação mais intensa de vírus respiratórios

Campo Grande passa de 100 mortes por síndrome respiratória antes do inverno

Até o último sábado (20), véspera do início do inverno, Campo Grande registrou 101 mortes e 1,3 mil notificações por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). A estação começou com onda de frio e sensação térmica de 4,4°C na Capital. Este é o período de maior risco para as doenças respiratórias.

Apenas na última semana, a Capital registrou mais 63 notificações de SRAG. Este dado representa uma queda, após quatro semanas com mais de 70 registros deste tipo. A última semana de maio e a primeira de junho tiveram mais de 100 notificações cada uma, recorde do ano. Os dados também apontam mais uma morte por SRAG registrada nos primeiros dias do inverno, entre 21 e 25 de junho, o que elevou para 102 o total de óbitos na Capital.

A procura por atendimento de urgência devido a doenças respiratórias também apresentou queda e atingiu o menor patamar desde o fim de maio. Na última semana, cerca de 3,9 mil pessoas buscaram as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) com sintomas relacionados à SRAG, ante 4,8 mil, 5,3 mil e 6 mil atendimentos registrados nas três semanas anteriores, respectivamente.

 
 

Entre os dias 14 e 20 de junho, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) contabilizou 4.955 atendimentos por doenças respiratórias. Desse total, 995 ocorreram na Atenção Primária à Saúde, enquanto 3.960 foram realizados nos serviços de urgência e emergência.

Além disso, cinco pessoas morreram de síndrome respiratória nos últimos sete dias. Este também é o número mais baixo para uma semana desde o fim de abril. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23) pelo Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Campo Grande).

 
 

Frio pode intensificar SRAG
Apesar da queda nos dados de SRAG nesta última semana, as baixas temperaturas podem causar uma nova alta após a passagem da massa de ar polar.A última onda de frio, registrada no início de maio em Campo Grande, fez casos de síndromes respiratórias subirem quase 97% na cidade.

A expectativa da meteorologia é que a temperatura caia mais ao longo desta semana, podendo chegar à temperatura mínima de 9°C na quinta-feira (25). Nesta terça (23), termômetros da Capital marcaram mínima de 11°C. Se a previsão do tempo se confirmar, esta será a onda de frio mais intensa de 2026, o que .

Não são só as vias respiratórias que ficam mais vulneráveis no inverno. A chegada da massa de ar frio em Mato Grosso do Sul pode sobrecarregar o coração e aumentar o risco de infartos e acidentes cardiovasculares, alertam cardiologistas.