MP apresentou denúncia contra ex-servidores da Agesul sob acusação de direcionar licitação de R$ 7,9 milhões

Juiz marca primeira audiência em ação por fraude para direcionar licitação a Patrola

A Justiça marcou a primeira audiência em ação que apura possível fraude na Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) para favorecer o empreiteiro André Luiz dos Santos, o Patrola, em licitação de R$ 7,9 milhões para cascalhar a rodovia MS-228, no Pantanal.

 
 

O Ministério Público apresentou denúncia contra dois ex-servidores e um servidor do órgão por fraude em licitação. Eles são acusados por fraudar licitação em favor da empreiteira A. L. dos Santos & Cia LTDA (CNPJ 08.594.032/0001-74).

Conforme o MPMS (Ministério Público de MS), Thamiris Lemos Franco Gonçalves, Edson Calvis e Letícia Luna Navarros integraram comissão de licitação que teria sido direcionada a favor de Patrola, já apontado anteriormente pelo MP como ‘laranja’ de políticos. Do trio, apenas Edson permanece nos quadros da Agesul, por ser concursado.

 
 

Conforme o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, as audiências sobre o caso serão para esclarecer os seguintes pontos:

Se os réus (membros da comissão de licitação da Agesul) falharam intencionalmente na análise de documentos para favorecer Patrola;
Se o edital continha cláusulas restritivas para garantir a vitória da empreiteira A. L. dos Santos;
Se os servidores agiram com dolo, ou seja, com intenção de fraudar a licitação;
Se as condutas se enquadram em atos de improbidade administrativa.
Agora, tanto o MP como os réus devem indicar as testemunhas. Além disso, os próprios servidores podem ser interrogados na sessão.

 
 

Denúncia de direcionamento em licitação de R$ 7,9 milhões