Autora, que possui 64 passagens pela polícia, desferiu garrafada contra o companheiro; assistência social já tentou intervenções anteriores sem sucesso.

Briga entre casal em situação de rua termina com homem ferido e mulher detida no centro de Maracaju
/ Foto: 15º BPM de Maracaju

Uma ocorrência de lesão corporal mobilizou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros na manhã da terça-feira (17), na região central de Maracaju. O caso, registrado por volta das 10h10, envolveu um casal em situação de rua e expôs, mais uma vez, a complexidade do atendimento a essa parcela da população no município.

A equipe policial foi acionada via 190 e, com o apoio dos Bombeiros, localizou o casal na Rua Antônio José Ferreira. No local, os militares encontraram a vítima, um homem de 58 anos, com um corte na cabeça. Segundo os relatos colhidos, o ferimento foi causado por uma garrafada desferida por sua companheira, uma mulher de 42 anos.

Atendimento e Prisão

A vítima recebeu os primeiros socorros ainda no local e foi encaminhada ao Hospital Soriano Corrêa da Silva para avaliação médica. A mulher foi detida em flagrante e conduzida à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais. De acordo com a guarnição, não foi necessário o uso de algemas durante o transporte.

Histórico e Resistência ao Auxílio

Um dado que chama a atenção das autoridades é o extenso histórico da autora: ela possui 64 passagens pelos sistemas de segurança pública. Além dos registros criminais, a mulher já foi alvo de diversas tentativas de auxílio por parte da assistência social do município.

As equipes multidisciplinares buscaram oferecer acompanhamento psicossocial e suporte para sua retirada das ruas, porém, em todas as ocasiões, a mulher permaneceu irredutível e recusou o acolhimento oferecido.

Operação Estação Final

O caso traz à tona a importância das ações contínuas realizadas em Maracaju, como a Operação “Estação Final”. Esta iniciativa integra forças de segurança (Polícia Militar e Polícia Civil) e órgãos municipais (Saúde e Assistência Social) para realizar abordagens humanizadas.

O foco da operação é oferecer dignidade por meio de:

Atendimentos psicológicos e médicos;

Encaminhamentos para tratamento de dependência química;

Acolhimento institucional e busca pela reinserção social.

Apesar do esforço das equipes para reduzir a vulnerabilidade e prevenir conflitos como o ocorrido, as autoridades destacam que o sucesso das intervenções muitas vezes esbarra na recusa individual ao tratamento e às normas de acolhimento.