Milho amplia participação na produção de biocombustíveis.
O milho consolida sua posição como insumo estratégico para o setor energético brasileiro. Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o consumo interno do grão está estimado em 90,56 milhões de toneladas na safra 2025/26, o que representa um crescimento de 7,8% em relação ao ciclo anterior. Parte significativa desse avanço é atribuída à crescente utilização do milho na produção de etanol.
Nos últimos anos, o uso do grão como matéria-prima para biocombustíveis tem ganhado protagonismo, especialmente em estados como Mato Grosso e Goiás, onde grandes usinas operam com foco no etanol de milho. A oferta robusta e a regularidade no fornecimento tornam o cereal uma alternativa viável à cana-de-açúcar em regiões de cerrado.
A nova estimativa reforça o papel do milho não apenas como base da alimentação animal e humana, mas também como vetor de inovação na matriz energética nacional. A demanda crescente por fontes renováveis, somada à competitividade do produto brasileiro, contribui para a consolidação do etanol de milho como segmento promissor da agroenergia.
Além disso, a valorização do consumo interno ocorre em paralelo à expansão das exportações, que devem atingir 41,5 milhões de toneladas neste ciclo. O cenário positivo, portanto, combina diversificação de mercados com maior agregação de valor ao produto nacional.











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