Avaliação é de que recuos do deputado sobre trechos caros à direita inviabilizam críticas ao projeto do governo.
A nomeação do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) para relatar o PL Antifacções se tornou "cilada", na visão de deputados bolsonaristas.
A avaliação é de que os recuos do secretário de segurança pública de São Paulo o colocaram a oposição em saia-justa, com margem limitada de críticas.
Isso porque, apesar de a proposta ter voltado a ser quase integralmente o projeto original do governo petista, a presença de Derrite na relatoria blinda a proposta.
De acordo aliados, Derrite só deveria ter aceitado a relatoria se tivesse o compromisso do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de que teria apoio para alterações. O diagnóstico é de que a direita acabou chancelando uma proposta da esquerda sobre uma pauta que tende a monopolizar o debate eleitoral de 2026.
Com a pressão do Palácio do Planalto, Derrite recuou sobre a limitação de atuação da Polícia Federal e sobre a classificação das facções criminosas como grupos terroristas. Ainda assim, a última versão do texto traz questionamentos do governo federal sobre um esvaziamento dos fundos federais e uma criminalização de movimentos sociais.











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