A informação foi divulgada pelo vice-ministro das Relações Exteriores do país asiático à televisão local nesta quarta-feira (4).

Ataque a navio iraniano deixa ao menos 80 mortos e agrava crise no Estreito de Ormuz
Imagens de satélite mostram embarcação iraniana em chamas. / Foto: Reuters

O ataque a navio iraniano realizado por um submarino dos Estados Unidos deixou pelo menos 80 mortos no Oceano Índico, segundo autoridades do Sri Lanka.

A informação foi divulgada pelo vice-ministro das Relações Exteriores do país asiático à televisão local nesta quarta-feira (4), após a embarcação militar do Irã ser atingida ao largo da costa do Sri Lanka.

O episódio intensificou o conflito entre Washington e Teerã e ampliou os impactos econômicos da crise no Golfo Pérsico.

Ataque a navio iraniano paralisa transporte marítimo
A ofensiva ocorre em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz, que permanece parcialmente bloqueado pelo quinto dia consecutivo. A hidrovia concentra cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito e, por isso, ocupa posição estratégica.

Segundo estimativas baseadas em dados da plataforma MarineTraffic, ao menos 200 navios, entre petroleiros, embarcações de gás natural liquefeito e cargueiros, seguem ancorados próximos aos principais produtores do Golfo, como Iraque, Arábia Saudita e Catar.

Outras centenas de embarcações permanecem fora da rota, sem conseguir acesso aos portos da região, agravando o risco de desabastecimento energético global.
Durante o mesmo período, um projétil atingiu o navio porta-contêiner Safeen Prestige, de bandeira de Malta, enquanto a embarcação navegava em direção ao extremo norte de Ormuz, o que levou a tripulação a abandoná-la.

Energia e retaliações elevam tensão
O ataque ao navio iraniano ocorreu enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, prometia oferecer seguro. Além de, escolta naval a navios responsáveis pela exportação de petróleo e gás do Oriente Médio, buscando conter a alta nos preços da energia.

Com a escalada da crise, o Catar suspendeu sua produção de gás, enquanto o Iraque reduziu a extração de petróleo devido à falta de capacidade de armazenamento.

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait também enfrentam dificuldades logísticas, embora não tenham confirmado cortes formais na produção.

O ataque a navio iraniano aprofunda a instabilidade na região e amplia incertezas sobre o abastecimento global de energia, em meio a um cenário de confronto direto entre Estados Unidos e Irã.