Em meio a críticas de ministros do STF à Polícia Federal (PF), o presidente Lula levou o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, para a viagem oficial que o petista iniciou nesta quarta-feira (18/2) a Índia e Coreia do Sul.
O chefe da PF viajou no avião com Lula para Nova Délhi, onde ambos desembarcaram na quarta-feira. No país, Andrei terá reunião com a polícia indiana e irá ao mesmo evento sobre inteligência artificial (IA) que o presidente.
O diretor-geral da PF acompanhará Lula em Seul, onde ambos desembarcam no domingo (22/2). Na Coreia, Andrei terá reunião com a polícia coreana. Também há previsão da assinatura de um acordo de cooperação entre as duas polícias.
Na semana passada, o diretor-geral da PF virou alvo de duras críticas de ministros do STF por conta de um relatório feito pela corporação apontando as relações do ministro Dias Toffoli com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Andrei entregou o documento pessoalmente ao presidente do Supremo, Edson Fachin. O relatório acabou culminando com a saída de Toffoli da relatoria do Caso Master. Ele foi substituído pelo ministro André Mendonça.
Segundo ministros do Supremo ouvida pela coluna, Andrei não poderia ter avançado nas investigações sobre os contatos de Toffoli com Vorcaro sem autorização da Corte, uma vez que o magistrado tem foro privilegiado.
Aliados de Lula dizem que o presidente ficou incomodado com o “método” adotado pela PF em relação a Toffoli. Ministros do STF, entretanto, avaliam que Andrei jamais faria um movimento desses sem o aval do presidente.












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