A senadora Soraya Thronicke (Podemos) tem um desafio e tanto na tentativa de reeleição em outubro
A senadora Soraya Thronicke (Podemos) tem um desafio e tanto na tentativa de reeleição em outubro. Eleita na onda bolsonarista, em 2018, ela disputará a reeleição muito distante de boa parte do grupo que a elegeu e atualmente está mais próxima do lado oposto.
Desde que rompeu com Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados, Soraya é chamada de traidora pelo grupo que ela define como seita. Ela sabe que não receberá votos de uma boa parte deste eleitor que a escolheu em 2018, como a senadora de Bolsonaro, e está ocupando um espaço liderado pelo PT em Mato Grosso do Sul.
A conversa com eleitores de esquerda vai além dos votos dela contra Jair Bolsonaro, onde não foi favorável a redução de penas de condenados pelo 8 de janeiro e nem do pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente, por exemplo. Ela investe em um projeto de agricultura familiar, batizado como Prospera MS.
“Sempre vi a reforma agrária com sentimento de ponto de interrogação, dúvida enorme. Sempre percebi e senti que as pessoas foram jogadas e largadas naquela terra', justificou Soraya. O projeto promove eventos itinerantes para conectar produtores locais com novas tecnologias, bem como facilitar a venda de produtos produzidos nas pequenas propriedades.
“Não são pequenos produtores. São grandes produtores em pequenas propriedades', classifica a senadora, que afirma ter construído uma relação familiar ao se aproximar deste grupo.
Soraya não aparece bem nas pesquisas divulgadas até o momento, mas a expectativa de seu grupo político é de crescimento na aproximação com pequenos produtores.
“Esses eleitores, índios, quilombolas, assentados, não aparecem nas pesquisas divulgadas' justificou um dos líderes deste movimento de popularização e namoro de Soraya com eleitores que geralmente votam em partidos de esquerda.











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