Espaço reúne peças vintage, referências dos anos 2000 e achados por apenas R$ 10.
Uma amizade de feiras e brechós da cidade virou parceria e, agora, um espaço onde 3 estilos diferentes dividem o mesmo endereço. Em Campo Grande, o trio Priscila de Oliveira dos Santos, Lorena Beatriz de Souza Ferreira e Vitória Barreiros Gonçalves uniu seus garimpos para abrir um brechó colaborativo, com direito a uma salinha de peças por R$ 10.
As três já circulavam pelo universo dos brechós quando se conheceram nas feiras culturais da cidade. Priscila trabalhava com peças de segunda mão desde 2017, enquanto as outras também mantinham seus próprios garimpos. Com o tempo, veio a vontade de ter um espaço físico.
“A gente sempre teve o sonho de ter um espaço físico. E as três juntas ficou mais fácil de a gente conseguir abrir”, conta Vitória.
O diferencial da loja montada pelo trio está justamente na mistura. Em vez de três brechós com a mesma proposta, cada uma levou para o espaço aquilo que já fazia parte do próprio trabalho.
Priscila aposta em peças vintage, algumas com décadas de história. Lorena mergulha nas referências dos anos 2000 e em uma estética mais delicada. Vitória trabalha com diferentes tamanhos, incluindo peças plus size e mid size.
“Meu estilo é mais vintage. Eu tenho uma etiqueta que veio antes do CNPJ, que tem peças de 25 anos. Então, juntando as três, a gente foi entrando uma no universo da outra”, conta Priscila.
Lorena segue por outro caminho. “Meu estilo é fairy, anos 2000. São peças com miçanga, saia, mini saia, blusinha fluida, bem fofinha e delicada”, descreve.
A ideia é que justamente essa diferença faça o cliente circular pela loja e encontrar coisas que talvez não procurasse em um brechó de estilo único. “A gente pensou realmente para as pessoas virem aqui e ter três brechós em um só espaço. São vários estilos para atender todos os gostos”, afirma Vitória.
E o público também acaba sendo variado. Quem chega pelas redes sociais costuma procurar tendências e peças diferentes. Já quem mora na região aparece atrás de roupas para o trabalho, como camisas sociais, peças fluidas e calças de alfaiataria.
“Varia bastante porque a gente tem um público no online e também tem o público que passa na rua. Como o bairro tem pessoas mais maduras, tem bastante procura por camisa social, roupa para trabalho e calça de alfaiataria”, conta Lorena.
No meio dessa variedade ainda há a sala do “deizão”. As proprietárias separaram duas araras para receber peças que custam R$ 10.
A proposta não é transformar toda a loja em um espaço de preço único. Pelo contrário. As amigas mantêm a curadoria e os diferentes estilos na área principal e usam a sala como uma opção a mais para quem gosta de garimpar oportunidades.
A sala também foi posicionada perto do provador de propósito. Assim, quem chega para experimentar uma peça acaba conhecendo também o espaço mais barato. “Foi uma forma da pessoa olhar tudo aqui e, na hora que ela for experimentar, encontrar essas duas araras”, conta Vitória.
Para as amigas, a diversidade de preços faz parte da experiência de garimpar. Uma pessoa pode encontrar uma peça especial, outra pode chegar atrás de uma roupa para o dia a dia e ainda existe quem queira sair com uma compra de apenas R$ 10. “Eu acho que é legal ter peças assim também”, explica Priscila.
Além da variedade, as amigas percebem uma mudança na relação dos consumidores com os brechós. Principalmente entre os mais jovens, que passaram a procurar roupas diferentes das encontradas nas grandes redes.
“Na fast fashion é tudo padrão. Eles não encontram peças diferentes e estão procurando mais o brechó. Hoje a gente vê mais adolescentes e jovens procurando e entendendo de composição”, diz Lorena.













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