Larijani também alertou Trump para que tenha cuidado “para não ser eliminado”.
O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, fez uma ameaça direta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (10). O discurso veio em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio.
Em publicação nas redes sociais, Larijani afirmou que não teme o que classificou como “ameaças vazias” do líder norte-americano. Também, alertou Trump para que tenha cuidado “para não ser eliminado”.
“O povo de Ashura, no Irã, não teme suas ameaças vazias. Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar a nação iraniana. Cuidado para não ser eliminado!”, escreveu.
Larijani é um dos principais nomes da política iraniana. Recentemente, analistas chegaram a apontá-lo como possível sucessor do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
Tensão após ameaças dos EUA
A declaração do dirigente iraniano ocorreu após novas ameaças feitas por Trump na segunda-feira (9).
O presidente dos Estados Unidos afirmou que poderia lançar uma ofensiva “20 vezes mais forte” contra o Irã caso o país continue bloqueando o Estreito de Ormuz.A rota marítima tem papel estratégico no transporte global de petróleo, e um bloqueio pode provocar impactos no abastecimento e nos preços em todo o mundo.
Conflito continua no Oriente Médio
A troca de ameaças ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que chegou ao 11º dia nesta terça-feira.
Apesar das tensões, Trump afirmou na segunda-feira que a guerra estaria “quase concluída”.
No entanto, a Guarda Revolucionária Islâmica, braço das forças armadas ligado ao líder supremo iraniano, declarou que o confronto só terminará quando o próprio Irã decidir.
Também nesta terça-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, indicou que as ofensivas contra o Irã ainda devem continuar.
“Ainda não terminamos”, afirmou Netanyahu ao comentar as operações militares.
O premiê acrescentou que espera que o povo iraniano se liberte da tirania, mas destacou que, na visão de Israel, as ações militares continuam em andamento.












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