Em Washington na quinta-feira, o presidente Trump deve pressionar Sanae Takaichi por ajuda militar no Estreito de Ormuz. Mas enfrenta restrições sobre o que pode oferecer.

A amizade de Trump com o líder do Japão enfrenta teste sobre o Irã
Essa amizade será colocada à prova nesta quinta-feira, com a primeira visita de Takaichi à Casa Branca. / Foto: Haiyun Jiang/The New York Times

O presidente Trump e a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi construíram uma relação próxima nos últimos meses, compartilhando o gosto pelo beisebol e valores conservadores, além de trocarem elogios mesmo em meio a divergências sobre questões como o comércio.

Rejeitado pelos aliados europeus, Trump deve usar a cúpula para pressionar o Japão a enviar navios caça-minas e forças navais para auxiliar na reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto a guerra no Oriente Médio entra em sua terceira semana. Ele já aumentou a pressão, sugerindo que o Japão deve aos Estados Unidos anos de ajuda militar e que o país precisa agir devido à sua forte dependência do petróleo do Oriente Médio.

As exigências colocaram Takaichi, uma conservadora linha-dura que, no outono passado, se tornou a primeira mulher a liderar o Japão como primeira-ministra, em uma posição delicada. Ela enfrenta restrições não apenas pela Constituição pacifista do Japão, mas também pela esmagadora oposição pública: apenas 9% dos japoneses apoiam o ataque dos EUA e de Israel ao Irã, segundo uma pesquisa recente do jornal Asahi Shimbun.

Agora, a Sra. Takaichi enfrenta a delicada tarefa de encontrar uma maneira de demonstrar apoio ao Sr. Trump sem se envolver na disputa. Ela precisa fazer isso no ambiente de alta pressão da Casa Branca, durante almoços e jantares com um presidente que parece cada vez mais impaciente e ressentido.

Imagem: Foto aérea de um grande navio caça-minas cinza navegando pelo mar.

Javier C. Hernández é o chefe da sucursal de Tóquio do The Times, liderando a cobertura do Japão e da região. Ele trabalhou como repórter na Ásia durante grande parte da última década, tendo atuado anteriormente como correspondente na China, em Pequim.