Mercado de milho inicia semana atento ao relatório WASDE.
Segundo a análise do especialista da Grão Direto, divulgada nesta segunda-feira (12), o mercado de milho inicia a semana atento a fatores externos e internos que podem influenciar as cotações no curto e no médio prazo. Sobre as expectativas para o mercado, o relatório WASDE divulgado nesta segunda-feira é apontado como o principal foco da semana, a exemplo do que ocorre no mercado da soja.
De acordo com a análise, há especulações de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos possa revisar para baixo a produtividade da safra americana. “Se isso se confirmar e os estoques finais dos Estados Unidos recuarem, podemos observar um repique de alta em Chicago, o que tende a trazer suporte para a B3”, avalia o especialista.
O fator climático no Sul do país segue como ponto de atenção para o milho de verão. Lavouras em fase final de enchimento de grãos podem ter sido impactadas pelos ventos fortes associados à passagem de um ciclone. Segundo a Grão Direto, “danos relevantes na primeira safra do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina podem alterar a percepção de oferta regional e elevar os prêmios no interior desses estados”.
Outro ponto que começa a ganhar espaço no radar do mercado é o plantio da safrinha 2026. As chuvas intensas em Mato Grosso vêm atrasando o início da colheita da soja, o que leva agentes a monitorarem a janela ideal de plantio do milho. “Atrasos agora podem empurrar o ciclo do milho para períodos de maior risco climático mais à frente, o que tende a dar sustentação aos contratos futuros mais longos, como setembro de 2026”, destaca a análise.
No campo macroeconômico, o ambiente segue desafiador para o produtor rural, segundo a avaliação da Grão Direto.
A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano eleva o custo de carregamento de estoques físicos, com custo de oportunidade acima de 1% ao mês. Ao mesmo tempo, o dólar opera de forma volátil em torno de R$ 5,40, abrindo janelas pontuais de conversão, mas sem indicar uma tendência consistente de valorização.
Diante desse cenário, a orientação é para que o produtor acompanhe de perto as oscilações do mercado e, principalmente, seus custos de produção. “Em um ambiente de juros elevados e margens mais apertadas, a proteção de preços se torna essencial”, ressalta o especialista.
A Grão Direto recomenda o acompanhamento constante das cotações e a realização de negócios quando os preços estiverem alinhados à margem sustentável do produtor. “Identificado um valor adequado, a negociação pode ser feita de forma digital, com benefícios adicionais ao produtor”, conclui a análise.











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