A estimativa consolida um novo recorde de produção de grãos no Estado, superando a marca de 27,1 milhões de toneladas atingida em 2023/24
A produção da safra 25/26 de grãos em Mato Grosso do Sul deve atingir 29,3 milhões de toneladas em 2026, um crescimento de 2,7% em relação à safra passada.
É o que mostram os dados do 4º Levantamento de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgados na última quinta-feira (15).
Esse volume supera o valor anunciado no mês de outubro, que era de uma estimativa de 28,7 milhões. Esse valor já registrava um novo recorde na produção de grãos do Estado, superando o marco anterior, em 2022/2023, quando foram produzidas 27,1 milhões de toneladas.
Com a expectativa de 29,3 milhões de toneladas, o Estado deve atingir o maior valor de grãos já produzido na história.
Esse feito deve-se à união de fatores favoráveis em MS, como a expansão de áreas cultivadas no Estado, aliado aos avanços tecnológicos e condições climáticas favoráveis previstas para o ciclo 25/26.
O crescimento da área plantada no Estado deve aumentar 5,6%, passando de 6,6 milhões de hectares para 7 milhões, um aumento de 5,6% na área total. Essa expansão coloca Mato Grosso do Sul entre as unidades federativas com maior aumento de área para plantação do Brasil.
Os maiores crescimento podem ser observados na lista abaixo:
Amazonas - 19,9%
Amapá - 14,3%
Pará - 10,6%
Rio de Janeiro - 7,1%
Tocantins - 6,1%
Mato Grosso do Sul - 5,6%
Roraima - 5,6%
Ainda de acordo com o levantamento da Conab, o ritmo de crescimento da produção sul-mato-grossense tem sido contínuo. O Estado produziu 20,2 milhões de toneladas na safra 2023/2024, passou a 26,4 milhões de toneladas em 2024/2025 e agora projeta 29,3 milhões de toneladas para o novo ciclo.
Produtos
A soja continua como carro-chefe da agricultura do Estado. O grão deve responder por mais da metade de todo o volume produzido. Além disso, a produção da leguminosa deve crescer 10% nesta próxima safra, chegando 15,6 milhões de toneladas, aproximadamente 53% de toda a produção de Mato Grosso do Sul.
Outra cultura em destaque na produção sul-mato-grossense é o sorgo, que, em cinco safras teve crescimento de quase 8.000%, segundo levantamentos do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio, do Governo do Estado.
A oleaginosa avançou em área plantada nos últimos anos, passando de 5 mil hectares no início de 2020 para quase 400 mil hectares na safra 20024/2025, influenciado pela consolidação das usinas de etanol de milho no Estado.
“Embora o sorgo sempre tenha sido conhecido pelo produtor, sua expansão era limitada pela falta de demanda estruturada. Isso mudou quando as indústrias passaram a firmar contratos de compra, garantindo previsibilidade, escala e segurança econômica”, afirmou o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck.
Segundo o levantamento da Conab, Mato Grosso do Sul deve produzir 624,6 mil toneladas de sorgo na safra de 2025/2026, consolidando o Estado como o 4º maior produtor do grão no Brasil.
Além destes, outras culturas devem ter bons resultados na próxima safra, como o amendoim (183,6 mil toneladas), feijão (11,9 toneladas) e milho (155,4 mil toneladas na primeira safra e 12,4 milhões na segunda safra). A aveia e o trigo devem se manter estáveis.
Crescimento nacional
O levantamento mostrou um leve aumento de 0,3% na produção brasileira de grãos e um crescimento de 2,6% na área cultivada em relação ao ciclo agrícola anterior.
Neste cenário, a produção estimada das 16 principais culturas do País devem chegar a 353,1 milhões de toneladas em uma área prevista de 83,9 milhões de hectares, um aumento de 987,5 mil toneladas e 2,1 milhões de hectares em relação à safra 2024/2025.
O clima deve influenciar na produção de soja e milho, especialmente devido às chuvas irregulares em grandes volumes em Mato Grosso do Sul e eventos climáticos como tempestades, granizo e oscilação de temperaturas na Região Sul do Brasil, além de períodos de estiagens no estágio inicial de desenvolvimento em Minas Gerais.
Com relação ao mercado, a expectativa é que as exportações atinjam 41,5 milhões de toneladas, superando a projeção anterior de 40 milhões de toneladas. A marca é impulsionada pela ampla oferta interna e pela maior demanda internacional.
Além disso, o consumo interno previsto neste ano é de 90,56 milhões de toneladas de grãos.
“Esse crescimento é atribuído principalmente ao aumento da utilização do milho na produção de etanol, que vem ganhando cada vez mais relevância no setor energético”, explicou a Conab.











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