Uma nova tensão começa a surgir entre caminhoneiros e o governo federal por causa do alto preço do diesel e dos custos do transporte rodoviário no Brasil.
Representantes da categoria enviaram um documento oficial pedindo uma reunião de emergência com o governo para discutir medidas que possam reduzir os custos da atividade.
O pedido foi encaminhado pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (ABRAVA), presidida por Wallace Costa Landim. No documento, a entidade afirma que a situação atual pode gerar uma crise no setor e alerta que, caso não haja resposta do governo, a categoria poderá convocar uma assembleia para discutir uma paralisação nacional.
Entre as principais reivindicações apresentadas estão medidas para reduzir o preço do diesel e diminuir os custos do transporte. A entidade afirma que existem indícios de práticas abusivas no mercado de combustíveis, com retenção de diesel por distribuidoras para provocar escassez e aumento de preços.
Os caminhoneiros também pedem isenção de impostos federais sobre o diesel, como PIS, Cofins e Cide, pelo menos até que a situação dos preços seja controlada. Outra proposta apresentada é a realização de uma reunião com governadores para discutir a redução ou suspensão do ICMS sobre o combustível.
Outro ponto importante do documento é o pedido de isenção do pagamento de pedágios para caminhoneiros autônomos, medida que já foi adotada em situações anteriores por meio de medidas provisórias. A categoria argumenta que o custo com pedágios pesa diretamente no valor do frete e no preço final dos produtos transportados.
Além disso, a associação solicita que o governo convoque autoridades do setor energético para explicar o aumento do diesel e que seja aberta investigação sobre possíveis abusos no mercado de combustíveis.
No documento enviado ao governo, a entidade afirma que a falta de resposta às reivindicações pode levar a uma mobilização nacional da categoria, com possibilidade de paralisação das atividades. Uma decisão desse tipo seria discutida em assembleia entre caminhoneiros de todo o país.












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