O governo de Donald Trump anunciou tarifas sobre produtos de vários países e agora as respostas estão chegando. Nesta terça-feira (25), o governo do Canadá anunciou tarifas de retaliação de 15%, 25% e 50% sobre produtos estadunidenses.

Trump prova do próprio veneno e EUA recebem tarifaço de 50% de um dos principais países do mundo
/ Foto: Imagem de Wikimedia Commons

 De acordo com o g1, as novas tarifas, que entram em vigor a partir do dia 8 de setembro, vão atingir cerca de 700 produtos importados dos Estados Unidos.

As menores tarifas, de 15%, indicem sobre eletrônicos e ferramentas; as de 25%, sobre produtos como eletrodomésticos, queijo e alguns frutos do mar; e, por fim, as maiores tarifas, de 50%, sobre setores como alumínio, aço, móveis e vestuário.

Além das tarifas em resposta, o governo do Canadá também anunciou um pacote de medidas de apoio para trabalhadores e empresas afetadas, incluindo financiamento para fluxo de caixa, recursos e auxílios somando C$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 27,9 bilhões).

Medida surge em resposta ao tarifaço de Trump
A medida do governo canadense surge em resposta às tarifas de 50% que o governo de Trump impôs sobre US$ 20 bilhões (cerca de R$ 103,1 bilhões) em produtos canadenses. Essas tarifas em resposta foram pensadas para aumentar a pressão sobre os Estados Unidos, mas tendo um “impacto limitado” sobre consumidores e empresas canadenses, como explica o g1.

A “guerra comercial” entre os países vizinhos começou no início do ano passado. Em fevereiro de 2025, Trump determinou uma alíquota de 25% sobre importações do Canadá e de 10% sobre produtos de energia. Em março, o país respondeu com tarifas de 25% sobre produtos importados dos Estados Unidos. Também em 2025, os EUA voltaram a subir as tarifas, que foram para 50% sobre aço e alumínio, entre outros produtos.

De forma parecida com o que ele fez com o Brasil, na hora de impor as tarifas, Trump recorreu à Seção 338 da Lei Tarifária de 1930. Essa norma, que nunca havia sido usada antes de Trump, permite que o presidente aplique tarifas contra países que têm práticas consideradas “discriminatórias ou desiguais” contra os EUA.