Inquérito investiga possível crime de estelionato, associação criminosa e falsidade ideológica
Até o momento, foram identificadas cinco vítimas de um suposto esquema de estelionato, associação criminosa e falsidade ideológica, que já resultou em prejuízo de R$ 1 milhão. As investigações, que iniciaram em novembro de 2025, em Campo Grande, podem se desenrolar com mais pessoas envolvidas e valor muito maior.
O Jornal Midiamax conversou com o delegado Heleno Souza, da Dedfaz (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários), que deu mais detalhes do inquérito policial.
“A primeira vítima nos procurou no final do ano passado e noticiou os fatos, mantidos em caráter sigiloso. O inquérito foi instaurado e estamos investigando o crime de estelionato, além de uma possível associação criminosa e falsidade ideológica. O caso, no início, foi encaminhado ao Dracco [Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado], da Polícia Civil, mas, como não houve hipótese de atuação, retornou, e aí instauramos o procedimento”, afirmou o delegado.
‘SUVs rodando pelo país’, afirma delegado
Com o relato da primeira vítima — e de outras pessoas, inclusive indicadas por ela —, a polícia iniciou oitivas e diligências. A princípio, seria um esquema de golpes envolvendo a compra e venda de veículos em garagens de Campo Grande.
“Estamos verificando se todas as informações relatadas são verídicas e outras medidas probatórias da investigação para um possível indiciamento. Este é um caso mais demorado que o normal porque a demanda exige respostas de bancos e cartórios, por exemplo. Mas o que foi verificado até o momento é que seria um golpe envolvendo garagistas, com veículos de médio para alto padrão; e os SUVs, não sabemos o paradeiro. Tem um no Rio de Janeiro, estão rodando pelo país”, argumentou Heleno.
Conforme o delegado, testemunhas serão intimadas em breve para um novo depoimento. “Existe também a apuração de ameaça e, por isso, estas pessoas devem retornar para serem ouvidas formalmente. Há algumas inconsistências também no relato, mas a investigação segue apurando um suposto esquema envolvendo garagistas e que, somados os prejuízos, passam de R$ 1 milhão”, finalizou.
‘Cortaram meu cartão de crédito’, alega vítima
Uma das supostas vítimas, que procurou a reportagem do Jornal Midiamax, é uma profissional do ramo da beleza, de 55 anos.
“Não estou conseguindo nem cartão de crédito, o banco cortou o meu limite. Meu marido também foi vítima e acredito que mais pessoas vão aparecer”, finalizou.
Somadas, as penas máximas para o crime de estelionato, associação criminosa e falsidade ideológica chegam a 13 anos de reclusão, além de multa.











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