A equipe policial designada para fechar o cerco e capturar o ex-presidiário José Osmar de Freitas, de 27 anos, suspeito de matar com quatro tiros o investigador José Nivaldo de Almeida, de 51 anos, no dia 28 de junho, em Tacuru (MS), continua com as buscas.

Conforme o delegado de Iguatemi, Thiago de Lucena, José Osmar foi visto pela última vez às 21h30min de domingo (5), próximo a porteira de uma fazenda. Ele conseguiu fugir assim que percebeu a aproximação de um veículo, ocupado por policiais.

Segundo a autoridade, a polícia sabe o destino de José Osmar, monitora as prováveis rotas utilizadas por ele e calcula também a velocidade que o suspeito caminha. Todavia, ele conhece a região, já trabalhou em fazendas e conta com ajuda de alguns trabalhadores.

A chuva registrada no município também atrapalha as investigações porque apaga os rastros do procurado.

O delegado Thiago explicou que muitas pessoas ajudam sem mesmo saber que se trata do assassino do investigador, mas sim porque não costumam negar roupa e comida para ninguém. Somente depois que o suspeito vai embora é que a pessoa passa a se recordar das características do andarilho e então liga para avisar a polícia.

Equipes distribuem folhetos na região oferecendo recompensa para quem informar o paradeiro de José Osmar e anunciando que o procurado, além de perigoso, está armado. “A orientação é para a população não ajudar e avisar imediatamente a polícia pelos números 190 ou 3478-1199”, explicou o delegado.

Thiago de Lucena disse ainda que uma pessoa chegou a ser conduzida até a delegacia para prestar declaração porque forneceu comida, marmita, roupas e pouso para o ex-presidiário. “Vamos apurar se ela agiu com culpa ou dolo”, explicou a autoridade policial.