Juiz alegou não ter novas provas que justificassem a prisão do militar

Na última quarta-feira (27), o policial militar Fabio Anderson Pereira de Almeida, acusado de matar Guilherme Dias Santos Ferreira, teve a prisão preventiva revogada. O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) concedeu o habeas corpus, e permitiu que o militar responda o processo em liberdade. Segundo o decreto, o homem deve cumprir medidas cautelares.
A defesa do policial alegou que não tinha provas suficientes que justificassem a prisão preventiva do militar. No documento apresentado pelo advogado João Carlos Campanini, a prisão preventiva do policial não tinha fatos novos e condições para manter o homem preso, visto que, segundo o advogado, ele tem bons antecedentes e residência fixa.
O relator responsável pelo caso, concedeu o habeas corpus, e alegou nos autos do processo, não haver novas justificativas para mantê-lo preso. Desse modo, o homem poderá responder o processo em liberdade, desde que respeite as medidas cautelares, entre elas estão a proibição de contato com as testemunhas, proibição de frequentar bares e locais que vendam bebida alcoólica, assim como estar em casa da 22h as 6h.
O caso
O policial Fabio Anderson Pereira de Almeida, foi preso em flagrante após atirar e matar o jovem Guilherme Dias. O caso aconteceu 4 de julho. Na ocasião, o policial afirmou que confundiu a vítima com um dos ladrões que teriam tentado assaltá-lo momentos antes. Guilherme Dias dos Santos Ferreira estava com uma sacola onde levava a marmita e os talheres que usou no serviço, em uma empresa próxima. Ele morreu no local.
O policial pagou fiança de R$ 6,5 mil e foi solto. Na época, ele foi acusado de homicídio culposo, o que permitiu o pagamento da fiança. Porém, foi revertido para homicídio doloso qualificado.
O Ministério Público denunciou o caso ao Tribunal do Júri, apontando que o policial, em liberdade, apresentava riscos para coletar novas evidências do crime. A Justiça acatou o pedido, e solicitou a prisão preventiva do acusado.
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