Sob pressão, os vereadores abandonaram o apoio à gestão de Adriane Lopes (PP), a pior da história e do País, e decidiram abrir a CPI para investigar a causa dos buracos nas ruas e avenidas de Campo Grande.
Sob pressão, os vereadores abandonaram o apoio à gestão de Adriane Lopes (PP), a pior da história e do País, e decidiram abrir a CPI para investigar a causa dos buracos nas ruas e avenidas de Campo Grande. Um pesadelo diário, a buraqueira, marcada por investimentos milionários e denúncias de corrupção, causa transtornos, prejuízos econômicos e até acidentes com mortes na Capital.
Fracassou a manobra do presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Vicente da Silva Neto, o Papy (PSDB), que tentava adiar a abertura da Comissão Processante de Inquérito para após o segundo turno, previsto para o dia 25 deste mês, apesar da eleição ser presidencial e não municipal.
Proposta em agosto pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), a proposta começou a ganhar corpo após O Jacaré expor que a maioria dos vereadores era contra investigar a gestão de Adriane, apesar dos escândalos e dos buracos que tomam conta das ruas apesar dos investimentos.
Em maio deste ano, o Ministério Público Estadual prendeu sete e apontou desvio milionário na operação tapa-buracos. Os donos da Rial Construtora, que detinha contratos de quatro das sete regiões, foram presos por desviar R$ 113 milhões. Interceptações mostraram que os empresários e servidores até inventavam buracos para cumprir a meta enquanto a população sofria com os buracos reais.
Ao rebater a acusação de que manobrava para abafar a CPI, Papy profetizou que a CPI dos Buracos pode ser a maior da história e um marco na história de Campo Grande. Pesou na reação a inércia do secretário municipal de Infraestrutura, André de Moura Brandão, o Andrezão, em responder aos requerimentos dos vereadores.
No mês passado, Adriane anunciou a contratação de cinco empresas, sem licitação, que vão ganhar R$ 45 milhões, para reforçar a Operação Tapa-buracos. A contratação é emergencial. A única empresa que sobrou da licitação anterior era a RR Barros, que saiu ilesa dos escândalos. A Santiago Rezende foi alvo da operação de combate à corrupção em Terenos.
Indo para o buraco
Ao manter a proteção a Adriane, os vereadores viram a popularidade indo para o buraco, literalmente. Pesquisas já apontam a atual legislatura da Câmara Municipal como a pior na história da Capital, com mais de 60% de ruim e péssimo.
Em reunião nesta sexta-feira, comandada por Papy, os vereadores decidiram assinar o requerimento e abrir a CPI dos Buracos. “Como resultado, boa parte dos vereadores presentes assinaram o requerimento da CPI, e os ausentes também manifestaram apoio positivo. O objetivo é que a CPI seja um instrumento da Câmara Municipal em prol da população de Campo Grande, para debater e investigar os motivos pelos quais o serviço de tapa-buracos tem se mostrado ineficaz na cidade”, avisou Papy.
Conforme a proposta, a CPI terá 120 dias para investigar a causa dos buracos. Entre os eixos centrais do pedido estão a apuração de supostas irregularidades em contratos, a drástica redução dos investimentos na manutenção das vias públicas em 2026 e o não cumprimento de prazos de resposta a pedidos de informação já aprovados pelo Plenário.
Nas redes sociais, o vereador Maicon Nogueira festejou a instalação da CPI. Ele destacou que vai ser possível esclarecer a qualidade do material usado na operação para tapar os buracos. A empreiteira cobre um buraco de manhã, a chuva da tarde reabre a cratera.












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