Ação ocorreu no Departamento de Amambay após a Operação Nova Aliança 56 e busca restaurar áreas de floresta afetadas pelo narcotráfico.
A Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Paraguai iniciou a recuperação de áreas utilizadas para o cultivo ilegal de maconha no departamento de Amambay, na fronteira com o Brasil, após a conclusão da Operação Nova Aliança 56. A ação foi realizada por meio da Direção de Desenvolvimento Alternativo, dentro do Projeto Restaurar, com o plantio de espécies nativas nos locais onde plantações de maconha foram destruídas.
A iniciativa foi conduzida por técnicos da Direção de Desenvolvimento Alternativo, acompanhados por integrantes das Forças Especiais e agentes especiais da SENAD. As áreas escolhidas haviam sido utilizadas por estruturas criminosas para o estabelecimento de plantações de maconha e foram posteriormente alvo das ações de erradicação realizadas durante a operação.
O Projeto Restaurar foi criado para complementar o combate aos cultivos ilícitos com ações de recuperação ambiental. A proposta é contribuir para a recomposição de áreas de floresta afetadas pelo avanço de atividades relacionadas ao narcotráfico.
Durante a ação, foram utilizadas sementes fornecidas pelo Instituto Florestal Nacional (INFONA). O plantio de espécies nativas foi realizado pela técnica de semeadura a lanço, método utilizado como parte das medidas destinadas a favorecer a regeneração dos espaços que sofreram intervenção.
A recuperação representa uma segunda etapa de atuação sobre territórios que anteriormente eram utilizados por organizações criminosas para a produção de maconha. Com isso, a atuação institucional não se limita à destruição das plantações ilegais, mas também busca contribuir para a recuperação dos recursos naturais afetados.
O Projeto Restaurar prevê ainda o monitoramento e o acompanhamento das áreas recuperadas. O objetivo é avaliar, de forma progressiva, a regeneração dos locais e os impactos das ações de restauração ambiental.
A iniciativa amplia a atuação da SENAD no enfrentamento ao narcotráfico, associando a destruição das estruturas de produção de drogas à recuperação dos espaços naturais afetados pelas atividades criminosas.
A proposta do projeto é que as áreas anteriormente utilizadas para a produção ilícita voltem a cumprir uma função ambiental, com a recuperação da vegetação nativa e a devolução da vida aos territórios atingidos pelo avanço do crime organizado.













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