Mais recursos foram liberados e devem melhorar qualidade das ruas.
Com frentes de recapeamento em andamento e aumentando nas ruas de Campo Grande, o serviço de tapa-buraco passou a ser feito de forma pontual. A prefeitura vai recapear 200 km de vias nas sete regiões da cidade, chegando a 265 quilômetros de ruas recuperadas desde 2017.
O serviço de recapeamento obteve ainda mais recursos no fim de 2019. No dia 24 de novembro, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) autorizou a liberação de R$ 21,5 milhões para a execução de 35 quilômetros de recapeamento em 33 ruas em cinco regiões urbanas da Capital. O recurso, viabilizado por uma emenda parlamentar impositiva da bancada de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional, foi empenhado no início da semana.
No dia 3 de dezembro, a Câmara Municipal de Campo Grande aprovou em regime de urgência que a prefeitura contratasse empréstimo de R$ 96,1 milhões para as obras de dois corredores de transporte coletivo. O projeto de mobilidade urbana prevê a implantação de três corredores de transporte: Sudoeste (Terminal Aero Rancho/Shopping Campo Grande/Terminal Nova Bahia), Sul (Centro/Terminal Morenão/Guaicurus) e Norte (Centro/Terminal General Osório/Terminal Nova Bahia). Com isso, as vias devem ser recapeadas. No Corredor Norte, estão previstas obras nas avenidas Cônsul Assaf Trad, Coronel Antonino e Mato Grosso, além das ruas Alegrete e 25 de Dezembro. Já no Corredor Sul, passarão por intervenção a Rua Rui Barbosa e a Avenida Costa e Silva.
Mesmo com a redução do tapa-buraco, a prefeitura tapou quase 500 mil buracos na cidade entre janeiro de 2018 e novembro de 2019 – os dados de dezembro não foram disponibilizados. É o que aponta levantamento feito pela administração municipal a pedido da reportagem do Correio do Estado. Em onze meses de 2019, foram 189.806 buracos tapados.
De acordo com a prefeitura, a administração conseguiu realocar o recurso por causa da queda no número de buracos a serem reparados, além do valor repassado pelo governo federal para realização de recapeamentos. A assessoria do Executivo municipal estima que já tenham sido percorridos mais de 75 km em toda a cidade durante o período.
A quantidade de 2019 representa 63,2% do que foi registrado em 2018, quando 300 mil buracos no asfalto foram consertados. Naquele ano, foram gastos R$ 34 milhões para o serviço ser feito. No ano passado, foram investidos R$ 18,3 milhões. O gasto médio com cada buraco tapado é de R$ 100 – R$ 113,33 em 2018 e R$ 96,41 em 2019.
Para o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, essa mudança de postura da prefeitura, aumentando os recapeamentos e reduzindo os tapa-buracos, melhora as vias da Capital e dá mais durabilidade à massa asfáltica.
“Não podemos parar o tapa-buraco. Se abrir um buraco temos que tapar, mas nosso objetivo sempre foi conseguir recursos para fazer os recapeamentos, que são a solução definitiva e diminuem custos. Fizemos uma parte dos recapeamentos em 2019 e, para 2020, já temos mais recursos”, disse Fiorese.
CONTRATOS
Levantamento feito pela reportagem do Correio do Estado em setembro de 2019 mostrou que, atualmente, sete contratos para tapa-buraco estão vigentes – de acordo com dados do Portal da Transparência do município –, com quatro empresas executando os serviços para “pavimentação, execução de manutenção de pavimento asfáltico, recomposição da capa asfáltica, recomposição da estrutura do pavimento e com fornecimento de materiais”.
Os contratos já haviam sido assinados em outubro de 2018 com as empresas Engepar Engenharia e Participações, Arnaldo Santiago, Diferencial Serviços e Construções e RR Barros Serviços e Construções. Eles tinham validade até julho do ano passado, mas acabaram prorrogados por mais um ano.
Até o fim do ano passado, a estimativa feita pelo Correio do Estado, com base em dados da prefeitura, era a de que 54,45 quilômetros de ruas fossem recapeadas em Campo Grande.
São 26,2 km que serão pagos com recursos do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa) – linha de crédito da Caixa Econômica Federal (CEF) –, 5,55 km com verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana, outros 5 km do PAC Pavimentação e 17,7 km a cargo da Águas Guariroba, que executa a troca de tubulação em algumas regiões da cidade e, por isso, precisa repor o asfalto.
As obras a cargo da Prefeitura de Campo Grande têm por objetivo, especialmente, melhorar as condições das vias que são corredores de ônibus. Estão incluídas nos projetos ruas em regiões periféricas da cidade.
92,8 MILHÕES DE REAIS
É o valor total do serviço de tapa-buraco – incluindo aditivos – nas sete regiões de Campo Grande durante aproximadamente dois anos. O contrato assinado em outubro de 2018 venceu em julho de 2019, mas acabou prorrogado por mais um ano.













Olá, deixe seu comentário!Logar-se!