Clínica de reabilitação funcionava de forma irregular.
Depois de receberem um bilhete com pedido de ajuda, a polícia resgatou seis dependentes químicos na última sexta-feira (21), em uma clínica de reabilitação em Belém, no Pará. Segundo a polícia, os dependentes eram mantidos acorrentados e sofriam maus tratos.
A clínica, que estava instalada de forma irregular, não possuía condições adequadas de higiene e as vítimas eram obrigadas a defecar nas próprias roupas. Nos cômodos do lugar foram encontradas correntes, medicamentos e aparelhos que, segundo pacientes, eram usados para torturá-los.
Segundo a Polícia, os donos da clínica e dois funcionários, responsáveis por vigiar os internos, devem responder por tortura, cárcere privado e associação criminosa.
Pedido de socorro
Em uma das vistorias de rotina realizadas no local, um bilhete feito à mão e escrito “socorro polícia” chamou atenção dos policiais, que constaram inadequações nas instalações dos pacientes. Segundo os agentes, os dependentes eram vigiados o tempo todo, por dois ex-detentos.
A delegada responsável pelas investigações, Claudilene Maia, disse que “os monitores eram ex-custodiados, sem aptidão técnica alguma para cuidar de dependentes químicos”.
A advogada dos donos da clínica, Beatriz Leitão, negou que o casal torturasse os pacientes.“Eles eram observados. Havia um sistema onde eles viviam soltos. Alguns, dependendo da crise, tinham período de abstinência, quando ficavam em isolamento, mas não com tortura, nada disso”, informou.













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