A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que investiga suspeitas de crimes de Daniel Vorcaro contra o sistema financeiro .

Prisão de Daniel Vorcaro: decisão de André Mendonça aponta organização criminosa e risco às investigações
Ministro André Mendonça durante a sessão da Segunda Turma do STF realizada em 11 de junho de 2024 no STF. / Foto: Andressa Anholete/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, determinou nesta quarta-feira (4) a prisão de Daniel Vorcaro com base em indícios de organização criminosa e obstrução de Justiça.

A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que investiga suspeitas de crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro e interferência nas apurações.

Segundo o documento, a liberdade dos investigados representaria risco à ordem pública e à integridade de vítimas e autoridades.

Além do dono do Banco Master, também foram alvos da operação Fabiano Zettel, cunhado do empresário, o coordenador de segurança Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

Prisão de Daniel Vorcaro cita “milícia privada” e intimidação
De acordo com as investigações, o grupo teria estruturado uma organização denominada “A Turma”, descrita como uma espécie de milícia privada voltada ao monitoramento ilegal e à intimidação de adversários, autoridades e jornalistas.

As mensagens interceptadas indicam que Vorcaro teria ordenado a Mourão que agredisse o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, em um assalto simulado após a publicação de reportagens consideradas prejudiciais aos seus interesses.

O jornal divulgou nota de repúdio, classificando o episódio como tentativa de silenciar a imprensa.

Acessos ilegais e cooptação de servidores
As apurações também apontam acessos indevidos a sistemas sigilosos da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais, como FBI e Interpol.