O quadro contempla 13 especialidades e carga-horária de 12 a 40 horas semanais
O Secretário Municipal de Saúde, Marcelo Vilela, publicou em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) da última quarta-feira (7) a convocação de 213 médicos para reforçar os atendimentos nas unidades de saúde pública da Capital.
O quadro contempla as seguintes especialidades:
médicos clínicos gerais (115);
médicos clínicos com autorização para atuar na saúde mental (15);
médicos psiquiatras (7);
médicos ambulatoriais (9);
pediatras (2);
infectologistas (2);
cardiologistas (2);
médico do trabalho (1);
cardiologistas (2);
ortopedista (3);
ginecologista e obstetra (2);
oftalmologista (1);
médico de família e comunidade (13).
As jornadas de trabalho variam entre 12 e 40 horas semanais, conforme a área de atuação.
Os candidatos convocados têm um prazo de dois dias, a partir da data de comparecimento para se apresentar na Superintendência de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde (SGTES), localizada na Rua Bahia, 280, observando a data e horário estabelecido para cada especialidade.
O candidato deverá comparecer ao local estipulado portando os seguintes documentos:
declaração de acúmulo ou não de emprego ou cargo público;
declaração de bens;
declaração de ficha limpa;
registro geral de identificação (RG) original com fotocópia;
comprovante de quitação eleitoral;
comprovante de residência atualizado;
comprovante de Especialização de acordo com a área de atuação, devidamente registrado junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM/MS);
comprovante de situação fiscal junto ao CRM;
certidões judiciais cíveis, criminais e para fins eleitorais;
O não comparecimento no prazo estabelecido será tido como desistência da convocação, excluindo o candidato do Cadastro de Médicos Temporários. Caso o profissional deseje ser convocado novamente, precisará realizar nova inscrição.
Auditoria
O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE/MS) vem realizando desde 2025 fiscalizações em unidades de saúde de Campo Grande. A ação faz parte da II Fiscalização Ordenada da Atenção Primária à Saúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família de Campo Grande.
Ao todo, 74 unidades de saúde da Capital serão avaliadas ao longo da ação. Segundo o Tribunal, o objetivo é levantar um diagnóstico situacional detalhado das unidades, identificar falhas e apontar oportunidades de melhoria, como a elaboração de planos de ação que garantam atendimento mais eficiente à população.
Para o TCE-MS, a iniciativa atende a uma demanda direta da sociedade. Segundo a diretora de controle externo do TCE-MS, Valéria Saes Cominale, que participa da ação, a saúde pública foi apontada como uma das principais áreas que a população deseja ver fiscalizada.
“Quase 50% da população, em consultas do nosso Plano Anual de Fiscalização Participativa, clamou por fiscalizações na área da saúde. Diante das denúncias e do que temos observado nas nossas matrizes de risco, ficou claro que Campo Grande precisava entrar nesse circuito de auditorias”, explicou.
Ela reforçou que o impacto da fiscalização é direto na vida dos usuários.
“Avaliamos desde a estrutura física até a forma como a população é recepcionada. O cidadão tem direito a um bom serviço público, e é dever do Tribunal fiscalizar como esse serviço está sendo prestado.”
Na prática, os problemas apontados pelo Tribunal refletem o dia a dia de quem depende da rede básica. A doméstica Sueli Moreira de Oliveira, que buscava atendimento em uma unidade da Capital, relatou dificuldades para conseguir consulta médica.
“É a terceira vez que eu tento. Vim ontem e hoje de novo. Cheguei hoje às 5h30 da manhã e estou esperando até agora, sem saber que horas vou ser atendida”, contou. Segundo ela, a falta de médicos e a demora no atendimento acabam gerando prejuízos financeiros. “A gente perde o dia de serviço, paga Uber para vir e ainda corre o risco de ter o salário descontado.”











Olá, deixe seu comentário!Logar-se!