Henrique Budke é suspeito de chefiar esquema de fraudes que ultrapassaram R$ 15 milhões

Prefeito afastado por corrupção em Terenos recebeu R$ 136 mil sem trabalhar

Após sete meses do escândalo de corrupção que colocou o prefeito afastado Henrique Budke (PSDB) como o “chefe” do esquema suspeito de fraudar mais de R$ 15 milhões, o tucano segue recebendo o salário de Chefe do Executivo no valor de R$ 24 mil por mês, mesmo sem trabalhar.

Conforme o Portal da Transparência, de outubro de 2025 a fevereiro de 2026, contando com o 13º salário, Henrique recebeu R$ 136.800 mesmo afastado das funções. O valor pode ser ainda maior, já que no site ainda não constam os salários do mês de março e abril de 2026.

Em 9 de setembro de 2025, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) deflagraram a Operação Spotless, contra um esquema de corrupção na Prefeitura de Terenos.


 

A investigação apontou que o grupo liderado por Budke tinha núcleos com atuação bem definida. Servidores públicos fraudaram disputa em licitações, a fim de direcionar o resultado para favorecer empresas.

Os editais foram elaborados sob medida e simulavam competição legítima. Somente no último ano, as fraudes ultrapassaram os R$ 15 milhões.

O esquema ainda pagava propina para agentes públicos que atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços e aceleravam os processos internos para pagamentos de contratos.

A Operação Spotless foi deflagrada a partir das provas da Operação Velatus, que foi realizada em agosto de 2024. O Gaeco e Gecoc obtiveram autorização da Justiça e confirmaram que Henrique Budke chefiava o esquema de corrupção.

Budke foi solto ainda em setembro de 2025, após obter habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O afastamento dele, que era voluntário, foi referendado pelo Judiciário.