Valor do conjunto de alimentos básicos chegou a R$ 783,41 na capital sul-mato-grossense
O custo da cesta básica voltou a subir em Campo Grande no início de 2026 e reforça a pressão sobre o orçamento das famílias de baixa renda. Em janeiro, o valor do conjunto de alimentos básicos chegou a R$ 783,41, alta de 0,97% em relação a dezembro e aumento acumulado de 2,51% na comparação com janeiro do ano passado.
O avanço no custo foi puxado, principalmente, pela forte alta do tomate, que disparou 40,70% no mês. Também tiveram aumento a manteiga, com 1,42%, e a batata, com 0,49%. Em contrapartida, dez dos 13 produtos que compõem a cesta básica ficaram mais baratos em janeiro.
As maiores quedas foram registradas no leite integral (-8,00%), óleo de soja (-7,97%), arroz agulhinha (-6,50%) e feijão carioca (-5,01%). Também recuaram farinha de trigo, café em pó, açúcar cristal, banana, pão francês e carne bovina de primeira, ainda que com variações menores.
Com esse patamar de preços, o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 1.621 precisou comprometer 52,25% da renda líquida apenas para comprar os itens básicos de alimentação em Campo Grande. Isso representa 106 horas e 19 minutos de trabalho no mês para pagar a cesta, ainda que esse número seja menor do que o registrado em dezembro, quando eram necessárias mais de 112 horas. A capital sul-mato-grossense aparece entre as seis cidades com cesta mais cara do país, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Cuiabá, Florianópolis e Cuiabá.
No acumulado de 12 meses, produtos como café em pó (31,47%) e tomate (24,32%) seguem pressionando o orçamento das famílias, enquanto itens como arroz e açúcar apresentaram quedas expressivas, sem força suficiente para neutralizar o custo final da cesta em Campo Grande.
O levantamento é do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).











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