Idosa conseguiu deixar residência após falar com sua filha, que acionou a Polícia Militar.
Durante a manhã desta terça-feira (9), uma idosa, de 61 anos, procurou a delegacia para relatar a situação de cárcere privado vivida devido ao seu marido, também de 61 anos, que é possessivo, ciumento e estava armado com uma faca no momento em que a impossibilitou de sair de casa, na tarde de segunda-feira (8), no bairro Center Park, em Campo Grande.
A vítima só conseguiu sair da casa com a ajuda da filha, de 35 anos, que ligou para os pais no momento em que acontecia a situação e ela aproveitou para relatar o caso. A Polícia Militar também esteve pelo local e escoltou a saída da mulher.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a idosa é casada com o marido há 40 anos e reafirmou que o companheiro tem um ciúme exagerado, causando por algumas vezes a separação do casal - há um registro, conforme a vítima, feito há 30 anos em uma delegacia.
A vítima relatou na delegacia que trabalha como vendedora autônoma e que faz entregas e realiza cobranças pela cidade, no entanto, o marido sempre acaba duvidando e dizendo que ela vai se encontrar com outra pessoa.
O cárcere privado, conforme a denúncia da mulher, aconteceu durante a tarde segunda-feira, quando ela disse que iria comprar pão, mas como o marido estava nervoso, não a deixou sair, alegando que iria se encontrar com outra pessoa. No momento em que a vítima iria ligar para a filha, o suspeito a empurrou e passou a chamá-la de "vagabunda", "biscate", "você é uma prostituta".
Armado com uma faca, o idoso impossibilitou que ela saísse da residência e chegou a jogar o telefone da vítima no chão, quebrando e ela ficando incomunicável. A filha do casal conseguiu contato no celular do pai, que chegou a dizer que estava tudo bem, mas a mulher explicou o que estava acontecendo.
O idoso chegou a dizer para a filha que se ela visitasse, não a deixaria entrar no imóvel. Assim, a filha do casal chamou a Polícia Militar e após duas horas em cárcere privado, a mulher conseguiu deixar a residência e ficou abrigada na casa da filha.
Na delegacia, ela desejou representar criminalmente contra o marido e solicitou medidas protetivas.
O caso foi registrado como sequestro e cárcere privado, ameaça, injúria real e dano, todos qualificados como violência doméstica, na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).













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