Criança de 3 anos morreu após cair na piscina de casa.

Polícia vai analisar se houve negligência dos pais em caso de menino afogado

O caso do menino de 3 anos que caiu na piscina e morreu afogado no bairro Tijuca, em Campo Grande, deve seguir para a DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) e ser analisado pela delegada Fernanda Félix. A equipe investiga se houve negligência dos pais como causa da morte.

A delegada afirma que, inicialmente, a equipe trabalha com ocorrência de acidente doméstico, já que afogamento é a segunda maior causa de morte acidental de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, segundo o Ministério da Justiça.

Ela explica ainda que o afogamento é um acidente rápido e silencioso, por isso é extremamente importante que haja sempre um adulto supervisionando atentamente as crianças.

"Se comprovarmos que houve negligência dos responsáveis pela criança, eles poderão responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Existe diferença entre fatalidade e negligência. É preciso verificar a previsibilidade, ou seja, vamos avaliar se era possível prever o acidente e evitá-lo", disse a delegada.

Segundo o delegado Lucas Soares de Caires, que estava em plantão na Depac Centro, e atendeu a ocorrência, inicialmente o registro foi de 'morte a esclarecer, mas como procedimento de praxe, o boletim é encaminhado à DP de responsabilidade, onde será instaurado inquérito policial e apurado o caso com mais detalhes. 

O caso
A criança de 3 anos morreu, na madrugada desta quinta-feira (5), após cair e se afogar na piscina da casa onde morava, no bairro Tijuca, em Campo Grande.

Segundo o boletim de ocorrência, o pai da criança, de 33 anos, disse à Polícia que chegou em casa, de carro, por volta das 23h de ontem (4) e deixou a criança brincando em um pula-pula enquanto ajudava a esposa no comércio da família. 

Ele cita que ficou longe do garoto por 12 minutos quando retornou e encontrou o menino desacordado dentro da piscina. O genitor da criança afirmou que tentou salvá-la realizando massagem cardíaca, mas sem sucesso. Ele pediu socorro e recebeu ajuda de populares, que levaram a vítima até uma unidade do Corpo de Bombeiros do bairro. 

Após isso, a criança foi encaminhada ao CRS Coophavila II (Centro Regional de Saúde), onde o óbito foi constatado às 00h40. 

O caso foi registrado como morte a esclarecer na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro.