Mandados são contra seis adolescentes suspeitos de envolvimento na morte de de adolescente de 13 anos.
Seis adolescentes de 14 a 17 anos são alvo, nesta terça-feira (15), de uma nova ofensiva da Polícia Civil de MS contra uma rede investigada por coagir crianças e adolescentes em ambientes virtuais.
O grupo, segundo reportagem do G1MS, é suspeito de envolvimento no caso de uma menina de 13 anos que morreu após ter a ação transmitida ao vivo pelo Discord.
A segunda fase da Operação Lívia chegou a cinco unidades da Federação. Mandados de internação e de busca e apreensão são cumpridos no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
A investigação aponta que a vítima tirou a própria vida em julho depois de ser induzida por integrantes de uma comunidade virtual. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil de MS e ganhou repercussão nacional diante da forma como crianças e adolescentes teriam sido abordados e coagidos pela internet.
Segundo os investigadores, os adolescentes procurados nesta nova etapa fariam parte de uma rede que utilizava plataformas digitais não apenas para coagir menores de idade, mas também para compartilhar e incentivar práticas de crueldade contra animais.
O avanço da apuração ocorreu após a análise de celulares, computadores e outras mídias recolhidas na primeira fase da operação, realizada no início de agosto. O material permitiu identificar outros suspeitos e pessoas que atuariam como administradores ou moderadores das comunidades investigadas.
Na primeira etapa, um adulto foi preso e cinco adolescentes foram apreendidos, entre eles um jovem de 14 anos apontado como líder do grupo. Considerando as duas fases, 11 pessoas foram presas ou apreendidas no decorrer da investigação.
A operação conta ainda com apoio do Ciberlab (Laboratório de Operações Cibernéticas), ligado ao Ministério da Justiça.
Lives suspensas no Brasil
A repercussão do caso também provocou medidas contra o Discord no país. Desde 12 de agosto, as transmissões ao vivo da plataforma estão suspensas no Brasil por determinação da ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados).
A decisão ocorreu após a identificação de casos envolvendo o uso da ferramenta em episódios de violência, assédio e indução à automutilação e ao suicídio de crianças e adolescentes.
Neste mês de setembro, representantes da plataforma e do governo participaram de audiência de conciliação na Justiça Federal do Distrito Federal.
O Discord é uma plataforma de comunicação por texto, voz e vídeo bastante utilizada por jogadores de games online e pelo público adolescente. A empresa passou a enfrentar questionamentos sobre mecanismos de moderação de conteúdo e de verificação da idade dos usuários.













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