Na manhã desta quarta-feira (18), a Polícia Civil deflagrou uma operação policial contra o tráfico de drogas no município, denominada operação “Interdictum”.
Na manhã desta quarta-feira (18), a Polícia Civil deflagrou uma operação policial contra o tráfico de drogas no município, denominada operação “Interdictum”. A ação, coordenada pela Delegacia de Naviraí-MS, resultou no cumprimento de 9 mandados de busca e apreensão domiciliar, com o fechamento de 6 pontos de distribuição de entorpecentes, que são conhecidos vulgarmente como “bocas de fumo”, e na prisão em flagrante de 10 pessoas envolvidas com a atividade criminosa.
Foram presos: G.S.S. (mulher 32 anos), N.C.A. (mulher 23 anos), L.S.S. (homem 25 anos), V.M.S.S. (homem 18 anos), G.K.S.T. (mulher 36 anos), J.L.G.S. (homem 23 anos), A.F.T.C. (homem 19 anos), A.O.R. (homem 28 anos), D.L. (homem 49 anos) e E.A.C.F. (mulher 30 anos). A operação teve início a partir de investigações prévias conduzidas pela Polícia Civil, que se estenderam por período de três meses e permitiram identificar uma rede estruturada de comercialização de drogas, com atuação em diversos endereços da cidade, especialmente na região central.
As diligências foram executadas simultaneamente por quatro equipes policiais, sendo duas da 1ª Delegacia de Polícia, uma da Delegacia Regional de Polícia (DRP) e uma da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), de Naviraí. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais localizaram e apreenderam diversas porções de entorpecentes, principalmente crack, cocaína e maconha, muitas delas já fracionadas e prontas para a comercialização.
Também foram apreendidos instrumentos típicos da traficância, como balanças de precisão, lâminas utilizadas para fracionamento, dinheiro em grande quantidade e em notas trocadas, aparelhos celulares e até sistemas de monitoramento por câmeras, utilizados para dificultar a ação policial. No total foram apreendidas 84,3 gramas de crack, 496 gramas de maconha, 4,6 gramas de cocaína, R$ 4.878,75 de dinheiro em espécie, uma arma de fogo do tipo garrucha calibre .38, seis balanças eletrônicas de precisão, petrechos usados no processo de preparação das drogas, dois cadernos de anotação, materiais para embalo, dez aparelhos celulares, um sistema de monitoramento além de outros objetos apreendidos para averiguação.
As investigações apontaram que os locais alvos funcionavam de forma organizada, com divisão de tarefas entre os envolvidos, com utilização de imóveis distintos destinados ao armazenamento, preparo e venda direta das drogas. Em alguns casos, foi constatado o envolvimento de núcleos familiares inteiros na atividade criminosa, inclusive com a participação de adolescentes com idades entre 15 e 16 anos, caracterizando a qualificadora prevista na lei de drogas.
Todos os presos foram conduzidos à Primeira Delegacia de Polícia, onde foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e, em alguns casos, posse irregular de arma de fogo. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e desarticular por completo a rede criminosa.
O nome atribuído à operação “Interdictum” é um termo de origem latina que significa “proibição” ou “interdição”. Trata-se de uma expressão que transmite a ideia de ruptura definitiva com determinada prática. No contexto da ação, o termo simboliza a atuação firme do Estado no sentido de declarar que aquele tipo de comércio ilícito, o tráfico de drogas, não será mais tolerado nos locais que forem identificados. É, portanto, uma mensagem clara de que tais atividades foram formalmente interditadas pelo poder público, com repressão direta e contínua às estruturas criminosas que ali se instalarem.













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