O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira (5), à medida em que as tensões geopolíticas seguem gerando apreensões.

Petróleo sobe mais de 1% com reação do mercado à situação na Venezuela
Plataforma de petróleo. / Foto: Agencia Brasil

Investidores também digeriram a decisão do domingo da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de manter a pausa nos incrementos de produção em janeiro, fevereiro e março.

Nesta segunda, o petróleo WTI para fevereiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) avançou 1,74% (US$ 1,00), a US$ 58,32 o barril (cerca de R$ 316,09 na cotação atual).

O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira (5), à medida em que as tensões geopolíticas seguem gerando apreensões depois da ofensiva ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em território venezuelano resultar na deposição e captura de Nicolás Maduro.

Investidores também digeriram a decisão do domingo da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de manter a pausa nos incrementos de produção em janeiro, fevereiro e março.

Nesta segunda-feira, o petróleo WTI para fevereiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) avançou 1,74% (US$ 1,00), a US$ 58,32 o barril (cerca de R$ 316,09 na cotação atual).

Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 1,66% (US$ 1,01), a US$ 61,76 o barril (R$ 334,74).

Os contratos futuros da commodity chegaram a operar em baixa na madrugada em meio a preocupações sobre excesso de oferta, mas ganharam fôlego ao longo do dia com o risco geopolítico apresentado na Venezuela.

Maduro fez nesta segunda-feira sua primeira aparição em um tribunal federal dos EUA após a operação que levou à sua detenção. Durante a audiência, ele e sua esposa se declararam inocentes.

A Capital Economics acredita que as implicações econômicas e financeiras de curto prazo são mínimas após o ataque a Caracas. Apesar do desejo óbvio de Trump de que as empresas petrolíferas dos EUA aumentem suas atividades na Venezuela, os preços baixos do petróleo e a incerteza política frustrarão os esforços para explorar seu vasto potencial energético, acrescenta a consultoria.

Um representante da Casa Branca disse à CNBC nesta segunda-feira que o governo Trump manteve conversas com diversas empresas do setor de petróleo sobre a Venezuela.

Um aumento significativo na produção de óleo venezuelano provavelmente levará “anos, não meses“, dadas as limitações técnicas e a ausência de um clima de investimento estável, adicionam os analistas do Citi Research.

Diante do ataque norte-americano, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, sugeriu que Trump deveria fazer o mesmo com o seu homólogo russo, Vladimir Putin. Às vésperas de conversas em busca de paz em Paris, Moscou e Kiev trocaram ataques durante o fim de semana.