Mato Grosso do Sul possui a segunda maior população indígena do Brasil com mais de 73 mil pessoas, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – atrás apenas do Amazonas.
No Campus Dourados do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMS) o foco das pesquisas do ciclo 2018-2019 da iniciação científica da iniciação cientifica se concentra na resolução de questões do cotidiano. Entre os temas abordados estão a comunicação com a população indígena, preservação ambiental e a busca de informações para viagens internacionais.
Um dos projetos é o "Guaruak", que se destina ao desenvolvimento de uma aplicação para dispositivos móveis e internet capaz de traduzir termos das línguas guarani e terena para o português, e vice-versa. Cerca de 1,7 mil termos da língua guarani e outros 570 da terena já foram cadastrados nas fases anteriores do projeto, que teve início em 2016.
Mato Grosso do Sul possui a segunda maior população indígena do Brasil com mais de 73 mil pessoas, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – atrás apenas do Amazonas. Dourados possui 20% desse total, com os povos Guarani (Kaiowá e Ñandeva) e Terena. Atualmente, o guarani é a segunda língua mais utilizada pelos indígenas, com 26,5 mil falantes no país.
O projeto surgiu da necessidade de preservar as línguas nativas por meio da tecnologia. O nome deriva dos léxicos Guarani e Aruak e busca contribuir para o fortalecimento de identidades individuais e coletivas. Além disso, facilitará o acesso de pesquisadores às traduções entre o português e as línguas nativas.
A pesquisa – que teve sua quarta versão aprovada recentemente, para o ciclo 2019-2020 da iniciação científica – acumula diversos prêmios na Feira de Ciência e Tecnologia da Região da Grande Dourados (Fecigran), Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências do MS (FetecMS) e Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace).













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