O PSDB realiza seu encontro hoje, o PT somente no domingo e a maior parte da base de Riedel no dia 1º de agosto.

Perguntas que estão em aberto antes das convenções em Mato Grosso do Sul
/ Foto: Arquivo

Com o início do período de convenções partidárias, Mato Grosso do Sul entra definitivamente na fase decisiva da pré-campanha eleitoral. É durante esses encontros que os partidos vão oficializar as candidaturas, confirmar as alianças, definir as coligações e estabelecer a estratégia que adotarão tanto na disputa estadual quanto na nacional.

Embora mudanças ainda possam ocorrer até o dia 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral, as convenções partidárias são consideradas o momento em que o cenário político começa a ganhar contornos definitivos.

Em Mato Grosso do Sul, apesar da proximidade do início dos encontros das legendas, ainda há indefinições importantes, principalmente sobre a composição das chapas majoritárias, os suplentes ao Senado e a formação de alianças entre os partidos para a disputa estadual e nacional.

Embora o calendário oficial siga até o dia 5 de agosto, as principais definições devem ocorrer nos próximos dias. O PSDB abre a agenda de convenções hoje, enquanto o PT realizará seu encontro estadual no domingo.

Já a maior parte dos partidos que compõem a base do governador Eduardo Riedel (PP) concentrará suas convenções no dia 1º de agosto, incluindo a Federação União Progressista (PP e União Brasil), PL, MDB, Republicanos e Avante.

O calendário será encerrado no dia 5 de agosto, com a convenção estadual do Partido Novo, marcada para as 19h, em local que ainda será definido pela direção estadual da legenda.

Mesmo com a proximidade das convenções, várias questões continuam sem resposta e prometem influenciar diretamente o cenário eleitoral sul-mato-grossense.

Quem será a principal liderança do bolsonarismo?
Embora o grupo político alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro tenha consolidado uma ampla frente em Mato Grosso do Sul, ainda existe expectativa sobre qual liderança exercerá maior protagonismo durante a campanha.

Entre os principais nomes estão o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), pré-candidato a senador, o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), também pré-candidato a senador, e os deputados federais Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL), que tentarão a reeleição.

Além desses nomes, ainda surgem os deputados estaduais Mara Caseiro (PL), que buscará uma vaga na Câmara dos Deputados, e Coronel David (PL),
que deve buscar a reeleição.

Todos devem participar ativamente da campanha, mas resta saber quem concentrará maior influência política e eleitoral ao longo da disputa.

Riedel conseguirá manter a ampla base política?
Outro ponto acompanhado de perto é a capacidade do governador Eduardo Riedel de preservar a coalizão construída desde o início do mandato.

A expectativa é de que o grupo permaneça unido, reunindo PSDB, PP, União Brasil, PL, MDB, Republicanos e Avante.

Trata-se de uma das maiores alianças políticas já formadas em Mato Grosso do Sul, reunindo partidos de diferentes correntes ideológicas em torno da candidatura à reeleição do governador. Ainda assim, as convenções servirão para confirmar oficialmente esse alinhamento.

Como ficará a disputa pelas duas vagas ao Senado?
A corrida ao Senado continua entre as mais imprevisíveis da eleição estadual. Os nomes mais conhecidos são os do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), do senador Nelsinho Trad (PSD), do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), do deputado federal Vander Loubet (PT) e da senadora Soraya Thronicke (PSB).

Além deles, outros pré-candidatos também buscam espaço, como Beto do Movimento (Psol), Daniel Júnior (Agir) e Fernando Soares (DC), que tentam consolidar seus projetos durante o período das convenções.

Quem serão os candidatos a vice-governador?
Embora algumas definições estejam praticamente consolidadas, nem todas as chapas chegaram às convenções completas. Na chapa governista, a tendência é de confirmação do atual vice-governador José Carlos Barbosa (Republicanos), o Barbosinha, para continuar ao lado de Eduardo Riedel. Pelo PT, a expectativa é de que Dona Gilda, ex-primeira-dama do Estado, seja oficializada como candidata a vice-governadora na chapa encabeçada pelo ex-deputado federal Fábio Trad.

Já o Partido Novo ainda não anunciou quem ocupará a vaga de vice na candidatura do partido ao governo do Estado.

Os palanques nacionais vão influenciar o pleito em MS?
Outro aspecto que deve marcar a campanha é a nacionalização parcial do debate. O grupo liderado por Eduardo Riedel deverá apoiar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, enquanto o PT, obviamente, estará no palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Partido Novo tende a acompanhar a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência da República, enquanto o PSD do senador Nelsinho Trad deve apoiar o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado.

A convivência entre diferentes projetos nacionais dentro de algumas alianças estaduais também será observada durante a campanha.

Qual a força da oposição?
As convenções também indicarão qual será o peso político da oposição ao governo estadual. Até o momento, PT, com Fábio Trad, e Novo, com o deputado estadual João Henrique Catan, aparecem como as principais forças de oposição à administração de Eduardo Riedel, enquanto a maior parte dos demais partidos deverá integrar a base governista.

A configuração definitiva dependerá das decisões tomadas pelas executivas estaduais durante os encontros partidários.