Para evitar a debandada de bolsonaristas raiz em Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja se reúne, nesta terça-feira (3), com a cúpula nacional do PL em Brasília.
O objetivo é definir os nomes que vão disputar as eleições pela sigla nas eleições deste ano e evitar a saída dos deputados João Henrique Catan e Marcos Pollon e da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira.
Filiado ao PSDB por três décadas, Reinaldo trocou de partido para ter o apoio dos bolsonaristas. O primeiro passo foi dado com o apoio público do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, prestigiou a filiação do ex-tucano à sigla.
No entanto, alguns bolsonaristas ainda não engoliram Reinaldo e ensaiam deixar o partido para enfrenta-lo nas urnas. Pollon cogita ser candidato a senador e fazer dobradinha com o ex-deputado estadual Capitão Contar, que trocou o PRTB pelo PL.
Contar já mudou o discurso e deixou no passado as críticas contra o ex-governador, quando houve a deflagração da Operação Vostok e a denúncia de suposto pagamento de R$ 67,7 milhões em propina pela JBS. Agora, o ex-deputado diz que o foco não é a corrupção, mas combater o PT.
Sem vaga para disputar o Senado, Gianni ensaia sair do PL para ser candidata já que chegou a ter o apoio público de Bolsonaro em duas ocasiões. Em 2024, ela acatou o pedido do ex-presidente e desistiu de disputar a prefeitura de Dourados para ser vice-prefeita na chapa do tucano Marçal Filho.
Além de definir a estratégia para o Senado, Reinaldo deverá definir os nomes que vão compor as chapas proporcionais para a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Deputados do PSDB, como Jamilson Lopes, Mara Caseiro, Zé Teixeira e Beto Pereira podem reforçar a chapa do PL.
Atualmente, o PL conta com os deputados estaduais Neno Razuk – condenado a 16 anos na Operação Sucessione por roubo, organização criminosa e exploração do jogo do bicho – Coronel David e João Henrique Catan. Na Câmara dos Deputados, a sigla tem Pollon e Rodolfo Nogueira.
Além de garantir a sua eleição no Senado, Reinaldo articula para manter o apoio do PL à reeleição do atual governador, Eduardo Riedel. Antes de ser preso, Bolsonaro declarou publicamente apoio ao pepista.











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