O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ofereceu denúncia formal contra o homem acusado de sequestrar e assassinar a própria filha, Isabela Miranda Borck, de 17 anos.

Pai é denunciado por sequestrar e matar a própria filha; prisão ocorreu em Maracaju
Após o início das buscas, o homem fugiu e foi preso em Maracaju, no Mato Grosso do Sul. / Foto: Reprodução/Redes Sociais

O crime, que chocou a região Sul do país, teve seu desfecho após 45 dias de desaparecimento da jovem, culminando na prisão do suspeito em Maracaju.

O Crime: Sequestro e Crueldade

Segundo a denúncia do MP, o crime teve início na madrugada de 30 de dezembro de 2025, em Itajaí (SC). Isabela foi retirada de sua residência à força.

Para imobilizar e intimidar a adolescente, o pai teria utilizado:

Um dispositivo de eletrochoque;

Abraçadeiras plásticas;

Fita adesiva para impedir qualquer reação.

Após ser colocada em um veículo, a vítima foi levada para uma área rural em Santa Catarina, onde foi assassinada.

Ocultação de Cadáver e Fuga

Após o homicídio, o acusado viajou com o corpo da filha até o município de Caraá, no Rio Grande do Sul. O cadáver foi ocultado em uma valeta, em uma área de mata fechada dentro de um sítio de propriedade do próprio denunciado. O corpo de Isabela só foi localizado no dia 16 de janeiro de 2026.

Durante o período de buscas, o homem fugiu de Santa Catarina, cruzando fronteiras estaduais até ser localizado e detido pelas forças de segurança em Maracaju, no Mato Grosso do Sul.

Motivação: Vingança e Histórico de Abuso

As investigações do Ministério Público apontam um motivo torpe e cruel para o crime: vingança. O suspeito já havia sido condenado anteriormente pelo estupro da própria filha. O assassinato teria sido uma retaliação pela denúncia e condenação sofridas.

Acusações e Próximos Passos

O MPSC denunciou o homem pelos seguintes crimes:

Feminicídio majorado (com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima);

Sequestro qualificado;

Ocultação de cadáver.

O Ministério Público requereu que o réu seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Além da pena de reclusão, o órgão solicita o pagamento de uma indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima como reparação pelos danos causados.