Pais acompanharam pela janela a movimentação de amigos que mantêm tradição em família há gerações.

Nascimento de Benício foi festejado com charutada ao lado de hospital
Grupo de amigos manteve a tradição e brindou a chegada de mais um integrante da família. / Foto: Clayton Neves

Enquanto o pequeno Benício chegava ao mundo na manhã de sábado, uma turma de amigos já preparava a festa do lado de fora. Em uma rua lateral ao Hospital Santa Marina, em Campo Grande, dezenas de amigos e parentes se reuniram para uma charutada em homenagem ao nascimento do bebê.

Do quarto do hospital, os pais acompanharam tudo pela janela. Antes mesmo de a movimentação começar, Murilo Medeiros Marques, de 34 anos, e a esposa, Fernanda, pediram um quarto com a janela virada para a rua justamente para conseguir acompanhar a homenagem.

“Conseguimos acompanhar desde o começo da montagem das mesas, e ver todo mundo passando ali por nós e, principalmente, pelo Benício, foi algo maravilhoso. Recebemos o carinho de todos”, contou Murilo.

Advogado e pai de primeira viagem, ele descreve a chegada do filho como uma mistura de novidade, desafio e felicidade.

“É meu primeiro filho. Bem desafiador, tudo muito novo, mas maravilhoso. Sem a menor sombra de dúvidas, a melhor coisa da minha vida! E, graças a Deus, o Benício é super calminho, tranquilo e está fazendo a parte dele”, brincou.

A festa do lado de fora não nasceu agora. A charutada é uma tradição da família e dos amigos do também advogado Carlos Marques, avô de Benício. Quando Cecília, a primeira neta nasceu, em março de 2024, o grupo também se reuniu para comemorar.

Carlos conta que já existia entre os amigos o costume de fumar charutos para celebrar o nascimento de filhos e netos. Ele decidiu transformar a tradição em uma grande reunião ao lado do hospital.

“Eu já fumava charuto e tinha essa tradição de fumar quando nascia filho de um amigo, neto de um amigo. Quando ela nasceu, a gente fez esse movimento aqui, juntou muita gente”, contou.

A primeira charutada em homenagem a Cecília cresceu e, desde então, os encontros cresceram. A reunião deste domingo foi a 18ª do grupo. Normalmente, Carlos recebe os amigos em casa quase todos os meses. “Junta lá 40, 50 amigos, eu cozinho e fumamos um charuto. É o Clube do Bolinha”, comenta.

Mesmo sem fumar, Murilo também faz parte do grupo e não perde os encontros. Para ele, a principal herança deixada pelo pai não é necessariamente o charuto, mas o gosto por estar cercado de gente querida.

“Mesmo não fumando, faço parte do grupo e não perco uma charutada. Acho que a principal tradição que aderi do meu pai é gostar de estar sempre rodeado de amigos e a charutada é exatamente isso, sempre uma oportunidade de estar rodeado de grandes amigos”, avalia.

Para Murilo, a imagem dos amigos reunidos do lado de fora do hospital será uma lembrança que pretende contar ao filho durante toda a vida.

“Vai ser uma história que o Benício vai ouvir desde o berço, da quantidade de gente passando aqui para homenageá-lo e para desejar tudo de melhor na vida do nosso menino”, afirmou.

O pai também já sabe que a tradição familiar não vai parar nele. Mesmo que o bebê ainda esteja longe de participar das charutadas, Murilo brinca que pretende levar a tradição adiante.

“Com certeza, a charutada vai ser uma tradição que vou passar para o Benício e logo, logo ele estará frequentando nossos encontros comigo e com o vovô”, finaliza.

Nascimento de Benício foi festejado com charutada ao lado de hospital
Nascimento de Benício foi festejado com charutada ao lado de hospital
Nascimento de Benício foi festejado com charutada ao lado de hospital